MOTORISTAS/greve produtos supermercados O que pode faltar nos supermercados por causa da greve dos motoristas


MOTORISTAS/greve produtos supermercados
O que pode faltar nos supermercados por causa da greve dos motoristas
O diretor geral da FIPA afirma que pode haver dois tipos de constrangimento: a dificuldade no abastecimento de matérias-primas e, por outro lado, problemas na entrega de produtos nos locais de venda.
© Pixabay

PorJudith Menezes e Sousa e Maria Miguel Cabo*




A greve dos motoristas pode levar à falta de produtos nos supermercados e nas fábricas. O alerta parte da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA) que já pediu ao Governo que considere aplicar serviços mínimos para o setor da alimentação.
Ouvido pela TSF, Pedro Queiroz, diretor geral da FIPA, afirma que pode haver dois tipos de constrangimento: a dificuldade no abastecimento de matérias-primas e, por outro lado, problemas na entrega de produtos nos locais de venda.
Na prática, caso a greve avance pode provocar a escassez de alimentos: "Numa primeira fase poderá haver uma escassez imediata dos produtos mais perecíveis, porque são aqueles cuja matéria-prima tem de ser abastecida diariamente às nossas fábricas. Depois, naturalmente se houvesse um prolongamento excessivo dessa suposta greve poderia afetar todos os outros produtos não perecíveis, porque muitas vezes são aqueles em que, para alguns dias, as fábricas ainda podem ter algum armazenamento de matéria-prima."
Quanto aos alimentos que podem faltar nas prateleiras dos supermercados, Pedro Queiroz refere-se a produtos como "leite, rações e hortofrutícolas".
A FIPA aconselha quem vai fazer compras a ter em conta a possibilidade da greve, mas sem alarmismo.
"Eu acho que ninguém ganha com corridas desmedidas aos pontos de venda, porque isso causa naturalmente um conjunto de limitações e constrangimentos às próprias pessoas. Portanto, a nota que demos de bom senso foi que as pessoas durante esta semana possam, na sua rotina habitual de compras, precaver-se um pouco mais."
Pedro Queiroz da FIPA já apelou ao Governo para que seja considerada a possibilidade de serviços mínimos para o setor alimentar: "Queremos acreditar que haja sensibilidade do Governo para incluir a alimentação na questão dos serviços mínimos."
Associação dos Industriais de Laticínios pede serviços mínimos
A Associação dos Industriais de Laticínios quer que o Governo inclua o setor nos serviços mínimos, caso a greve dos motoristas avance.
Em comunicado, a associação diz estar preocupada com o impacto e as consequências da paralisação na recolha, transformação e distribuição do leite no mercado.
Os industriais avisam que não será possível escoar milhões de litros de leite, se o setor não fizer parte dos serviços mínimos e alertam para o impacto económico, ambiental e social.
Greve de motoristas "põe em risco o futuro" da indústria do tomate
Também a Associação dos Industriais de Tomate está preocupada com a greve e fala em prejuízos diários de quatro milhões de euros no setor já que a paralisação anunciada para 12 de agosto, está prevista no pico da época da apanha de tomate.

A associação estima ainda que greve possa pôr em causa quatro mil postos de trabalho.
Para a próxima semana, os Industriais de Tomate têm já marcada uma reunião com o ministro da Agricultura.
*com Sara Beatriz Monteiro


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