FELICIDADE uma felicidade sem fim

FELICIDADE
Uma felicidade sem fim


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A ciência contemporânea vai reseus sonhos. Graças a ela dominamos hoje o espaço e o tempo. Podemos ADEdeslocar-nos rapidamente, atravessar os mares e continente, e sem grandes riscos. Podemos comunicar com rapidez a longa distância. A internet mete-nos o mundo em casa e facilita-nos repor a verdade quando somos acoimados de ladrões ou de mentiras de qualquer género. Todos temos direito a defender-nos.
Por outro lado, baixou a mortalidade e aumentou a duração da vida. Na Terra vivem cerca de seis a sete biliões de habitantes, coisa que a agricultura não permitiria nos séculos passados. A ciência permitiu realizar sonhos.
Mas a felicidade é algo concreto. É o ritmo do coração, a respiração, a marcha, a boa alimentação. A felicidade é olhar para as plantas, as águas e o céu, mas acima de tudo, com os olhos abertos, a voz, as palavras, a presença feliz do amor partilhado. A felicidade é a história, as obras, os livros, as canções. São as estrelas, o abismo secreto e explorado. A casa quente onde é bom partilhar a presença dos irmãos.
A felicidade é o banquete onde se partilha o pão e onde o vinho é a alegria. É também o silêncio, a tristeza partilhada, a presença na hora da angústia. A felicidade é vida.
E nós sabemos que a ciência nos dá poder sobre a vida. Também, sem manifestar o menor arrependimento a respeito das suas realizações felizes, convém perguntar: qual é o sentido destas realizações?

O sentido é dado na Bíblia pelas figuras da Terra prometida e do Paraíso. Terra prometida significa abundância de rebanhos, fertilidade dos campos, e terras com boas vinhas. O desejo da Terra prometida é universal, porque todos os homens esperam uma pátria que seja fonte de vida e de felicidade, num tempo de paz que permita às famílias crescerem e aos idosos verem os filhos de seus filhos antes de morrer.

Depois do exílio, reencontra-se a Terra prometida. Os que estiveram muito tempo fora dos lugares da sua infância podem compreender melhor este processo psicológico.
Se muitos ficaram desencantados com a Terra prometida reencontrada, uma minoria profética não ficou no desencantamento. O regresso que foi à terra dos antepassados, foi ocasião de relançar a esperança.
A palavra exílio foi designada não mais como afastamento da terra dos antepassados, mas a condição humana como uma queda. O fim do exílio exprime o acesso a uma terra mais bela que a antes encontrada, e que aquela em que vivemos na infância.
No Paraíso, não somente correm leite e mel. Mas o lobo habitará com o cordeiro, o vitelo com o urso, e a criança brincará com a serpente, segundo as palavras do profeta Isaías (Is. 65,12).

O lugar da felicidade é dado com um símbolo: o de uma cidade. A nova Jerusalém, cujas muralhas serão preciosas e rodeadas de fachos de luz. “Alegrai-vos e exultai, pois vou fazer de Jerusalém uma exultação e de meu povo uma alegria. Não mais ouvirão choros e gritos. Porque construirão casas que habitarão, plantarão árvores e comerão os frutos. Serão uma raça de gente abençoada. Falarão comigo e Eu responder-lhes-ei” (Isaías).
Esta é a felicidade que Deus oferece ao homem. Será necessário que o homem a aceite, a construa, a acolha no complexo mundo da modernidade. Uma felicidade sem fim.

Agarremo-la. Seremos felizes. Faremos felizes os que vivem ao nosso lado. Partilharemos optimismo. Seremos bons e fortes. Amigos na sinceridade e amigos de verdade.

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