GUATEMALA Escândalo de estrutura criminosa
GUATEMALA
Escândalo
de estrutura criminosa
![]() |
Capitão Byron Lima Oliva poderia fazer negócios ilegais na prisão,
de acordo com as investigações.
4 de setembro de 2014 - 12:10 GUATEMALA
|
A
partir de 15 anos de prisão operava uma estrutura criminosa, com a cumplicidade
dos dirigentes do sistema penitenciário nacional, que tem acumulado uma fortuna
em dinheiro, mansões, carros de luxo e veículos blindados, bem como uma série
de ricas contas bancárias.
O protagonista do escândalo descoberto por investigadores
da Comissão Internacional contra a impunidade na Guatemala (Cicig), é o
exército, o Capitão Byron Lima Oliva, famoso por ter matado a 26 de abril de
1998 bispo auxiliar da Guatemala, Monsenhor Juan José Gerardi, em cumplicidade
com seu pai, Coronel Byron Disrael Lima Estrada e o Secretário do Bispo, o
padre Mario Orantes.
De acordo com Iván Velásquez, chefe Cicig – corpo único,
criado sob os auspícios das Nações Unidas, operando na Guatemala e de
2007-Oliva Lima era um verdadeiro 'chefe' na prisão de Pavoncito, onde sofreU
uma sentença de 20 anos: "para muitos detidos representa a autoridade
real" sublinhou Velásquez, relatando que entre 2013 e 2014 Oliva de Lima juntamente
com o sistema prisional director Edgar Camargo – recentemente preso – conseguiu,
entre outras coisas, a transferência de presos de uma prisão para outra.
Camargo, personalidade próxima do ministro do Interior, é
acusado de corrupção passiva, conspiração e conspiração para lavagem de
dinheiro; com ele foram presos seis outras pessoas.
Dois dias antes de ter matado bispo Gerardi tinha
divulgado o relatório "Guatemala nunca más' (Guatemala nunca mais), o
resultado do projecto, interdiocesano Remhi (recuperação da memória histórica)
crimes de guerra civil que, entre 1960 e 1996, resultou em pelo menos 200.000
mortes, incluindo mortes e 'desaparecidos'. No relação são documentados mais de
55.000 violações de direitos humanos cometidas durante o conflito, dos quais
80% são atribuídos ao exército.



Comentários
Enviar um comentário