NATO No País de Gales, EI e UCRÂNIA

NATO
No País de Gales, Obama deu receita para destruir o Estado Islâmico

Foto: Stefan Rousseau EPA
Membros da NATO juntam-se pela Ucrânia e contra o Estado Islâmico.
05-09-2014 20:17 

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Os líderes da NATO consideram o Estado Islâmico uma "ameaça significativa" e estão preparados para formar uma coligação para destruir o movimento jihadista que ocupa partes significativas dos territórios do Iraque e da Síria, afirmou o Presidente dos Estados Unidos, no final da cimeira da Aliança Atlântica.

Terminou esta sexta-feira a cimeira de dois dias da NATO no País de Gales. Os 28 membros dedicaram-se a debater os conflitos entre a Ucrânia e a Rússia e a ameaça do Estado Islâmico.
Barack Obama disse, em conferência de imprensa, que a NATO deixou claro que iria defender todos os aliados e que apoiava a soberania da Ucrânia contra as "agressões" da Rússia. 

Obama descreveu a receita para destruir o Estado Islâmico.
"Inicialmente, é preciso empurrá-los [aos jihadistas], sistematicamente diminuindo as suas capacidades, limitando a sua esfera de acção, encolhendo o seu espaço, o território que eles possam controlar, eliminando a sua liderança e com o passar do tempo eles deixam de ser capazes de conduzir o mesmo tipo de actos terroristas como antes conseguiam", explicou.
Depois do apelo dos Estados Unidos, o vizinho Canadá já anunciou que vai enviar militares para o Iraque para combater o avanço dos jihadistas.
O presidente da França, François Hollande, disse que poderia fazer o mesmo, mas só se recebesse um pedido de ajuda do Governo iraquiano. Já o britânico David Cameron explicou que o Reino Unido ainda não chegou a "esse ponto".
Testar cessar-fogo na Ucrânia
Quanto à situação na Ucrânia, Obama disse estar esperançoso, mas céptico sobre o cessar-fogo acordado esta sexta-feira entre Kiev e os separatistas pró-russos. "Terá que ser testado", disse – uma opinião partilhada pela maior parte dos membros.
O líder dos Estados Unidos pediu aos aliados europeus que chegassem a um acordo sobre as novas sanções na Rússia, que podem ser suspensas caso a paz se mantenha na Ucrânia.
David Cameron concordou com Obama sublinhando que as sanções devem ir em frente até haver um "plano de paz concreto" entre Kiev e Moscovo. "Devemos ser claros de que as sanções... vão manter-se", disse.
Já Angela Merkel falou aos jornalistas no fim da cimeira apenas para anunciar que o acordo de 1997 de cooperação da NATO com a Rússia iria continuar a ser cumprido, apesar de Moscovo ter quebrado o compromisso em Março, aquando da anexação da Crimeia.

A Aliança Atlântica decidiu ainda parar os cortes na área da defesa e começar a gastar 2% do orçamento no sector nos próximos 10 anos. Uma medida que advém directamente dos recentes conflitos no leste da Europa.  RR




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