SÍNODO Bispos abrem caminho para simplificação de procedimentos de nulidade matrimonial
SÍNODO
Bispos abrem caminho para
simplificação de procedimentos de nulidade matrimonial
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09 de Outubro de 2014, às 14:46
Cidade do Vaticano, 08 out 2014 (Ecclesia) –
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O porta-voz do Vaticano revelou hoje que estão em debate na
assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos vários propostas que visam a
simplificação de procedimentos de nulidade matrimonial, como a criação de
“tribunais diocesanos”.
O padre Federico Lombardi falava em conferência de
imprensa, a respeito das sexta e sétima sessões de trabalho que decorreram
entre a tarde de quarta-feira e esta manhã.
O encontro com os jornalistas contou com a presença do
cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente do Conselho Pontifício para os
Textos Legislativos, para quem é necessário dar “atenção às exigências da
verdade e da justiça”, a fim de não criar uma “espécie de divórcio católico”.
Vários participantes têm proposto o recurso à ‘via
administrativa’ para resolver os processo de nulidade matrimonial, como forma
de complementar a vida judicial, deixando a decisão a cargo dos bispos
diocesanos.
Segundo o cardeal Coccopalmerio, não se trata de “anular o
vínculo matrimonial”, mas de declarar a “nulidade”, ou seja, “de um vínculo que
nunca nasceu”.
O Papa Francisco já mostrou a sua atenção por esta matéria,
tendo criado uma comissão para rever estes processos.
O presidente do Conselho Pontifício para os Textos
Legislativos (Santa Sé) precisou que uma das hipóteses é eliminar a dupla
sentença conforme, dado que atualmente após a primeira decisão do tribunal há
um apelo feito ‘ex officio’ (sem a necessidade de iniciativa ou participação de
terceiros).
Este responsável realçou, no entanto, que a insistência do
debate tem sido na “linha administrativa”, dando como exemplo um caso em que se
decide a partir do “testemunho de um ou dois dos contraentes, sem prova
testemunhal, documental, apenas a palavra”, quando as pessoas são julgadas
“credíveis”.
“Em certos casos, é verdadeiramente importante” uma solução
deste tipo, sustentou o cardeal italiano, mas deixou claro que “não poderá
nunca ser uma norma geral”.
D. Francesco Coccopalmerio adiantou também que o Sínodo tem
tomado em consideração a prática de determinadas Igrejas ortodoxas que permitem
uma segunda ou terceira união, após o primeiro casamento, com caráter
penitencial, algo que considera ser pouco compatível com a doutrina católica da
“indissolubilidade”.
“O caminho é muito difícil”, mas “o estudo pode ser feito”,
disse à imprensa.
O cardeal da Cúria Romana afirmou que os trabalhos têm
decorrido com “total abertura, sinceridade, espontaneidade” e que “estão a
surgir confissões, testemunhos, cada um diz o que pensa, com paixão”.
OC



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