SIRIA Especialistas consideram inevitável queda de cidade curda de Kobane
SIRIA
Especialistas consideram
inevitável queda de cidade curda de Kobane
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Não se
pode evitar a queda da cidade devido às decisões estratégicas da coalizão
internacional e à hesitação da Turquia, dizem especialistas
Cor.Braziliense 07/10/2014 17:03
Apesar
da forte resistência dos combatentes curdos, a tomada da cidade síria de Kobane
pelos extremistas do Estado Islâmico (EI) parece inevitável, devido às decisões
estratégicas da coalizão internacional e à hesitação da Turquia, segundo
especialistas.
Os
ataques do Estado Islâmico estão sendo acompanhados com apreensão em todo o
mundo através das imagens captadas por redes de televisão do outro lado da
fronteira, em território turco, que evidenciam a ineficácia dos bombardeios dos
Estados Unidos e de seus aliados.
"Já
é tarde para salvar Kobane. Este avanço do EI prova que a campanha de ataques
da coalizão não alcançou seu objetivo de destruir a capacidade de organização
militar da organização", explica Mario Abu Zeid, analista do centro
americano Carnegie, em Beirute.
Os
jihadistas, conscientes da atenção mundial, logo exibiram a bandeira negra do
EI em uma colina no leste da cidade desta conhecida também por seu nome árabe
Ain Al-Arab, sem que tivesse qualquer reposta aérea.
Todos
os especialistas militares concordam que os ataques aéreos não são suficientes,
independentemente do poder de fogo, e os ocidentais parecem ter abandonado à
própria sorte uma cidade que é símbolo de resistência aos jihadistas.
"Quando
se utiliza cobertura aérea, é preciso poder identificar claramente os
combatentes para não haver disparos contra nossos amigos e contra a população.
Nos arredores de Kobane existe esse problema", comenta Jean-Claude Allard,
diretor de pesquisas do Instituto de Relações Internacionais e Estratégias
(IRIS) em Paris.
Em
terra, os combatentes curdos estão mal equipados, pouco organizados e
desconhecem as tecnologias que permitem orientar os pilotos dos aviões
ocidentais a disparar. Enfrentam um inimigo bem armado, ágil e difícil de ser
detectado porque estão misturados com a população.
Seria
necessário utilizar helicópteros para bombardear de perto os jihadistas, mas a
vulnerabilidade dessas aeronaves é muito maior. "Temos gente que sabe
disparar contra helicópteros e que têm meios para atingi-los. Os ocidentais não
vão utilizá-los por enquanto na Síria", prevê Allard. FP



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