MOÇAMBIQUE PADRE JOSÉ MARIA, DO GAIATO M o ç a m b i q u e Junho.2012- 2016

MOÇAMBIQUE
PADRE JOSÉ MARIA, DO GAIATO (1)
M o ç a m b i q u e  Junho.2012- 2016
Muito antes de chegarem ajudas da nossa Casa de Paço de Sousa, do Calvário e de Setúbal, para as grandes dívidas que tínhamos com os nossos trabalhadores e dois antigos Gaiatos que quiseram sair para tentarem a vida sòsinhos, já andava possuído de uma suave alegria. Aqueles foram não por receio de não manter os seus salários, mas porque temos em Casa, outros já criados aqui, que com muita dedicação os substituem. E não são os primeiros a sair para terem a sua empresa. Continuam como filhos desta Casa e sempre dão aqui um salto se há uma grande necessidade de apoio. E a alegria de receber aqui os mais velhos, já pais de filhos e bem na vida, que chegando se fazem como os outros gaiatos, pegando no trabalho dos mais novos, para mostrar como sabem fazê-lo. O Tadeu, da antiga Cas veio de Portugal, onde foi a convite do antigo Alferes que o recolheu no mato e queria revê-lo, levando-o até onde os dias chegaram. Veio direto do avião para nossa Casa, passou um dia muito saboroso conosco. É o tecnico especializado em máquinas agrícolas, que atende a toda a Nampula, na universidade, na Escola Agro pecuária e a todos os distritos da Provincia. 
Paralelamente tem sido grande a aceitação de rapazes para empregos. Alguns ainda a acabar estudos, outros já em estágio. Não temos rapazes para tanta demanda. E sobram oportunidades para aqueles que estudaram na nossa Escola e aprenderam um ofício, mas da população da Massaca. Moçambique, nesta fase de arranque está a precisar de pessoas qualificadas para a diversidade de trabalho que está a surgir. Isto dá muito ânimo aos de Casa para se empenharem cada vez mais no estudo e com antecipação saberem escolher a sua profissão. Temos já garantias para um eng.º mecânico e um de energias renováveis, que estão a acabar seus cursos na Casa de Setúbal. Uma empresa formada aqui vai montar na casa1o primeiro painel solar de aquecimento de água e já querem rapazes também.
São alegrias que embora geradas com muito esforço, valem mais que todo o dinheiro. Aliás não há verdadeira  alegria gerada sem sofrimento. Jesus passou pela morte na Cruz para podermos cantar a alegria da ressurreição. Mostrou-nos o caminho. 
A alegria que proporcionaram à Sra Ministra da Mulher e Acção Social  que nos visitou e foi encantada com eles e nós com ela. Não nos prometeu nada, porque no seu trabalho os problemas são muitos. A satisfação que trouxeram do Show da Stuart Sukuma, no dia da Criança, em Maputo. Foram os primeiros em palco e deixaram espantado até o próprio artista promotor.           
A festa que promoveram na Escola, durante toda a tarde do 16 de Junho com os colegas da Escola. Um convívio organizado por eles, onde nós os responsáveis, só aparecemos no encerramento, e quiseram repetir os melhores números apresentados e os assistentes vibraram com grande algazarra. Só eu mais velho não aguentei até ao fim, mas colhi e fiquei cheínho da alegria de todos.

E neste fim de semana, outra vez visitados por um grupo de empresários de cá, por iniciativa do Presidente da Academia do Bacalhau, quando à pressa prepararam as suas danças e os seus discursos. Têm sido dias cheios de alegria, autênticos doces para a nossa vida. Alegria que só os pobres sentem e nos elevam Deus em acção de graças por eles. P. Zé Maria.

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