QUARESMA 2017- o dom da Palavra e do outro por J. PINHO

QUARESMA
 2017- o dom da Palavra e do outro por J. PINHO

À sua mensagem para a Quaresma deste ano de 2017, Papa Francisco deu o título: “A Palavra é um dom. O outro é um dom.”  O Papa Francisco introduz: “A Quarema é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa da Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus “de todo o coração” (Jl 2,12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão”.
                É nesta estrada que encontramos Cristo, sempre aquele Jesus de Nazaré que passou fazendo o bem, e curando a todos, a todos acolhendo e convidando a entrar no seu projecto de Paz e de Amor. Este Jesus, nome que quer dizer “DEUS SALVA”, não condena, mas cura e interpela: cura os doentes e os pobres; interpela os poderosos. A uns e a outros propõe este caminho novo de fraternidade, construído pelos valores da não-violência, da partilha, do diálogo, da solidariedade, que geram a  Paz, a harmonia, que por sua vez levam ao Bem Supremo, à Felicidade Suprema, no coração do Pai Eterno.
                Os Evangelhos testemunham-nos que estar junto deste homem de Nazaré, tão humano como nunca antes visto, derrama sobre o espírito de quem está por perto uma paz e uma energia positiva tão intensas que a inquietação rebenta: afinal quem este homem? O projecto que nos propõe, fantástico à partida, será viável? Terá futuro? Mudará o coração do homem e do mundo?
                Descobrir Jesus de Nazaré, é descobrir um homem novo e um mundo novo. É receber muito através da sua palavra e dos seus milagres… Mas também fazer como Ele faz, fazendo juntos com Ele… É, por isso, estar prontos a dar e a dar-se…
                O Papa Francisco, ajuda-nos a descobrir, na sua mensagem, que a Palavra de Jesus é um dom e que a pessoa do outro é tembém um dom.  Palavra que “somos convidados – continua o Papa – a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo”.  “Aqui – prossegue o Pontífice – queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cfr. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.”
                Na parábola citada, “Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, por que cada pessoa é um dom, seja ela nosso vizinho ou pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-O no próprio caminho. Cada vida que se curuza connosco é um dom e merece aceitação, rspeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.”
Neste personagem sem nome, intitulado apenas de “rico”, diz Francisco, “entrevê-se dramaticamente a corrução do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba”.  Já o Apóstolo Paulo nos recorda que “a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro (1Tm 6, 10).

O não dar ouvidos à Palavra de Deus, que é para nós um dom,  diz-nos ainda o Papa, é a raiz dos nossos males (do rico da parábola e nossos). E continua: “isto levou-o a deixar de amar a Deus e consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”, conclui o Papa.

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