AMBIENTE Vaticano: Papa exige compromisso ecológico a governos e instituições financeiras
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Vaticano: Papa exige compromisso ecológico a governos e
instituições financeiras
Jul 6, 2018 - 11:50
Francisco diz que todos devem
honrar objetivos assumidos nos Acordos de Paris
Cidade do Vaticano, 06 jul
2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco defendeu hoje no Vaticano um maior
compromisso ecológico de governos e instituições financeiras internacionais,
exigindo que todos honrem os objetivos assumidos no Acordo de Paris (2015).
“Todos sabemos que muito deve ser feito para concretizar este acordo.
Todos os governos deveriam esforçar-se para honrar os compromissos assumidos em
Paris para evitar as piores consequências da crise climática”, declarou, perante
os participantes no simpósio internacional ‘Salvar a nossa casa comum e o
futuro da vida na terra’, que assinala o 3.º aniversário da encíclica ‘Laudato
Si’.
Francisco assinalou que a redução das emissões de gás com efeito de estufa
exige “honestidade, coragem e responsabilidade”, sobretudo por parte dos países
“mais poderosos e mais poluidores”.
“Não podemos dar-nos ao luxo de perder tempo neste processo”, alertou.
O Papa falou no perigo de deixar às novas gerações “ruínas, desertos e
lixeiras”, pelo que apelou a uma ação concertada de “ecologia integral”.
O Vaticano recebe desde quinta-feira um simpósio sobre a ecologia,
projetando encontros internacionais que se vão realizar nos próximos meses,
como a conferência da ONU sobre as mudanças climáticas ‘COP24’, em dezembro
(Katowice, na Polónia), e a Cúpula da Ação Climática Global.
Alista de oradores inclui ativistas e economistas, além de figuras como o
novo cardeal peruano Pedro Barreto, da rede eclesial pan-amazónica; o cardeal
Charles Bo, arcebispo de Rangum, Mianmar; o arcebispo metropolita ortodoxo John
Zizioulas; ou o professor Hans Joachim Schellnhuber, diretor do Potsdam
Institute for Climate Impact Research (Alemanha).
O Papa agradeceu aos participantes que se reuniram
para “ouvir com o coração o clamor cada vez mais angustiante da Terra e dos
seus pobres, em busca de ajuda e responsabilidade”.
Francisco pediu o envolvimento da sociedade civil e de instituições
financeiras, fazendo votos de que o Encontro sobre a Ação Global de São
Francisco (EUA), em setembro, possa oferecer respostas adequadas, com o apoio
de grupos de pressão de cidadãos de todas as partes do mundo.
A intervenção recordou as responsabilidades de organizações internacionais
como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que podem contribuir
para uma mudança do “paradigma financeiro”, para um desenvolvimento “mais
inclusivo e sustentável”.
Do ponto de vista católico, o Papa citou os dois Sínodos que terão como
protagonistas grupos diretamente envolvidos na conversão ecológica, os jovens e
os povos indígenas, de modo especial os da Amazónia.
“Continuem a trabalhar pela mudança radical que as presentes
circunstâncias impõem. A injustiça não é invencível, concluiu.OC|Ecclesia



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