USA Estados Unidos usam leis da migração para políticas racistas
USA
Estados Unidos usam leis da
migração para políticas racistas
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F.P. | Foto Lusa | 04/07/2018 | 07:02
As ideologias racistas e xenófobas baseadas
no nacionalismo são combinadas regularmente com o descontentamento económico e
a criação de medos sobre a segurança nacional, denuncia relatora especial da
ONU
A
relatora especial da ONU sobre racismo, Tendayi Achiume, enviou um relatório ao
Conselho de Direitos Humanos da organização onde alerta para «as formas
calculadas e oportunistas que muitos líderes políticos e partidos usam para
continuam a explorar o descontentamento económico e as ansiedades de segurança
nacional das suas populações».
Aplaudindo alguns Estados-membros que têm condenado publicamente a xenofobia, a especialista desafiou, no entanto, todos os Estados e organismos regionais multilaterais a tomar posições públicas, coerentes e firmes contra este tipo de incidentes. O silêncio «equivale a cumplicidade» e «na maioria dos casos de nacionalismo étnico, xenofobia e racismo, demasiados Estados permanecem em silêncio», disse Achiume.
Para a especialista em direitos humanos, os países utilizaram durante muito tempo o acesso à cidadania e o estatuto migratório como uma ferramenta discriminatória contra os grupos marginalizados, promovendo a intolerância generalizada. E deu o exemplo da apatridia, que tem levado à exclusão de pessoas que são consideradas estrangeiras, mesmo quando permaneceram nesses países por várias gerações.
«Os líderes políticos oportunistas e os grupos extremistas continuam a utilizar os receios económicos para justificar o castigo das restrições aos direitos humanos dos imigrantes», sublinhou Tendayi Achiume, acusando alguns Estados de continuarem a usar leis de segurança nacional e antiterrorismo para privar as pessoas da sua cidadania, o que afeta de forma desproporcional as minorias raciais e religiosas. Fátima Missionária
Aplaudindo alguns Estados-membros que têm condenado publicamente a xenofobia, a especialista desafiou, no entanto, todos os Estados e organismos regionais multilaterais a tomar posições públicas, coerentes e firmes contra este tipo de incidentes. O silêncio «equivale a cumplicidade» e «na maioria dos casos de nacionalismo étnico, xenofobia e racismo, demasiados Estados permanecem em silêncio», disse Achiume.
Para a especialista em direitos humanos, os países utilizaram durante muito tempo o acesso à cidadania e o estatuto migratório como uma ferramenta discriminatória contra os grupos marginalizados, promovendo a intolerância generalizada. E deu o exemplo da apatridia, que tem levado à exclusão de pessoas que são consideradas estrangeiras, mesmo quando permaneceram nesses países por várias gerações.
«Os líderes políticos oportunistas e os grupos extremistas continuam a utilizar os receios económicos para justificar o castigo das restrições aos direitos humanos dos imigrantes», sublinhou Tendayi Achiume, acusando alguns Estados de continuarem a usar leis de segurança nacional e antiterrorismo para privar as pessoas da sua cidadania, o que afeta de forma desproporcional as minorias raciais e religiosas. Fátima Missionária



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