SOLIDARIEDADE IGREJA sociedade onde as pessoas contam
SOLIDARIEDADE
IGREJA
sociedade onde as pessoas contam
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| A Igreja em todas as suas instituições é uma sociedade em que as pessoas contam na sua dignidade e na sua liberdade e solidariedade. |
A Igreja é uma sociedade onde as pessoas contam na sua dignidade e na sua personalidade. Mas muitos fazem da autoridade uma força para dominar as pessoas à moda do comunismo.
Em
1976, na procissão do Corpus Domini, (Wojtyla)) declara em público: «O
materialismo é incapaz de formar um homem forte, uma sociedade forte».
Como
criar um homem forte e uma sociedade coesa? O arcebispo não crê no homem novo,
prometido como fruto de uma sociedade constritiva e totalizante, que sufoca a
pessoa. Em Pessoa e Ato, Wojtyla fala da comunidade e propõe o valor da «solidariedade»:
«O homem solidário faz o que lhe compete, não só porque é membro da comunidade,
mas também pelo “bem do conjunto”, isto é, pelo bem comum.» O valor da pessoa
(aqui, vê-se o personalismo wojtyliano atento à estrutura ontológica da pessoa)
remete para a comunidade e para a prática da solidariedade, que cria e
transforma a sociedade. O autor delineia uma teoria do agir juntamente com os
outros, na qual a pessoa, consciente do valor do outro, se conecta com o próximo na solidariedade. Para Wojtyla – como
escreve Giovanni Reale -, a solidão é o pior dos males: a solidão ignorante
pela exaltação do individualismo, como acontece no Ocidente, mas também a
criada pela constrição e pela massificação dos sistemas totalitários, que reduz
os homens e as mulheres a indivíduos isolados. A solidariedade é, pelo
contrário, «a disposição para “complementar” – escreve – com o acto que realizo
o que os outros realizam na comunidade».(…) No mundo comunista, onde sociedade,
partido e Estado tendem coercitivamente a coincidir, o bispo (J. Paulo II)
pratica e anima uma sociedade onde as pessoas contam, pensam, ligam-se e
completam-se na busca do bem comum. Esta sociedade identifica-se, em primeiro
lugar, com a Igreja, que guarda o valor da liberdade, da pessoa e da
solidariedade. A. RICCARDI, João Paulo II, biografia, pág.149-150.



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