PORTUGAL BRUXELAS e o ORÇAMENTO DO ESTADO
PORTUGAL
BRUXELAS e o ORÇAMENTO DO ESTADO
Bruxelas
inicia análise do OE2016, mas não se compromete com datas
Comissão Europeia recebeu
documento na sexta-feira
25
jan, 12:22Redação / LF
A Comissão Europeia vai
analisar o projeto de Orçamento do Estado para 2016 enviado pelo Governo para
Bruxelas na passada sexta-feira, e preparar o seu parecer, indicou hoje o
porta-voz do executivo comunitário, sem se comprometer com datas.
“Recebemos formalmente o esboço
de plano orçamental português na sexta-feira à tarde, 22 de janeiro. Vamos
agora tratar da preparação da nossa opinião, que será publicada em devido
tempo”, limitou-se a afirmar Margaritis Schinas, durante a conferência de
imprensa diária da Comissão Europeia.
Dependendo do tempo que o
executivo comunitário levar a apreciar o documento, e em função do seu parecer,
o projeto orçamental português será discutido já na próxima reunião dos
ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), a 11 de fevereiro, ou então no
encontro seguinte, a 07 de março.
A Comissão poderá dar o seu
aval ao documento tal como foi apresentado, remetendo-o então ao Eurogrupo com
uma opinião favorável, ou então reclamar alterações às autoridades nacionais, o
que atrasaria ainda mais o processo.
Portugal tornou-se o primeiro
país a não apresentar atempadamente em Bruxelas o projeto orçamental desde a
entrada em vigor (em 2013) do duplo pacote legislativo de reforço da supervisão
orçamental na área euro, já que o anterior governo decidiu não apresentar
qualquer documento até à data-limite de 15 de outubro, por considerar que, em
função das eleições legislativas de 04 de outubro, deveria caber ao futuro
executivo essa tarefa.
Em virtude do processo de formação de um novo executivo, que só viria a tomar posse a 26 de novembro, o Governo apenas aprovou na última quinta-feira - e remeteu a Bruxelas no dia seguinte - o esboço do OE2016, que inclui uma previsão de défice de 2,6% do PIB para este ano, menos 0,2 pontos percentuais do que o previsto no programa do executivo.
"Em 2016, o défice é de 2,6% [do Produto Interno Bruto, PIB], menos 0,4 pontos percentuais do que em 2015 [que deverá ser 3%, excluindo a medida de resolução do Banif]", valor que tem subjacente, "uma redução mais acentuada do lado da despesa", sendo que o peso da receita no PIB deve cair 0,9 pontos percentuais e o da despesa diminuir 1,3 pontos percentuais", lê-se num comunicado entregue aos jornalistas depois da reunião do Conselho de Ministros.
Em virtude do processo de formação de um novo executivo, que só viria a tomar posse a 26 de novembro, o Governo apenas aprovou na última quinta-feira - e remeteu a Bruxelas no dia seguinte - o esboço do OE2016, que inclui uma previsão de défice de 2,6% do PIB para este ano, menos 0,2 pontos percentuais do que o previsto no programa do executivo.
"Em 2016, o défice é de 2,6% [do Produto Interno Bruto, PIB], menos 0,4 pontos percentuais do que em 2015 [que deverá ser 3%, excluindo a medida de resolução do Banif]", valor que tem subjacente, "uma redução mais acentuada do lado da despesa", sendo que o peso da receita no PIB deve cair 0,9 pontos percentuais e o da despesa diminuir 1,3 pontos percentuais", lê-se num comunicado entregue aos jornalistas depois da reunião do Conselho de Ministros.
"Paralelamente, o défice
estrutural situar-se-á nos 1,1%, resultando numa redução igualmente
significativa de 0,2 pontos percentuais", acrescenta.
O executivo de António Costa
estimava um défice de 2,8% em 2016 no programa de Governo, sendo que está agora
mais otimista no esboço do Orçamento do Estado para 2016.



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