PORTUGAL Vinte e quatro mulheres assassinadas este ano, a maioria por violência doméstica
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Vinte e quatro mulheres assassinadas este
ano, a maioria por violência doméstica
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| O relatório indica também que em 17% dos casos a suposta justificação para o crime foi os ciúmes e em 4% das situações o homicida não aceitou a separação JORNAL i 30.jul.2014 |
Vinte
e quatro mulheres foram assassinadas este ano e 27 foram vítimas de tentativa
de homicídio, tendo a maioria sido morta pelos maridos, companheiros ou
namorados, revelam hoje dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA).
“Os
dados confirmam que a prática do crime de femicídio e no femicídio na forma
tentada é o culminar de uma escalada de violência praticada por aqueles com
quem as vítimas mantêm relações de intimidade”, refere o relatório intercalar
da União de Mulheres Alternativa e Resposta - UMAR, baseado nos crimes
noticiados pela imprensa durante o primeiro semestre do ano
Em
média, foram verificados quatro homicídios por mês, sendo que 29% das vítimas
(sete) tinham mais de 65 anos e 25% (seis) entre 36 e 50 anos.
Outras
seis vítimas (25%) tinham entre 51 e 64 anos, quatro entre 24 e 35 anos (17%) e
uma tinha entre 18 e 23 anos, referem os dados enviados à agência Lusa.
Em
42% dos casos, o crime foi cometido pelo marido, companheiro, namorado, em 37%
pelo ex-marido, ex-companheiro, ex-namorado, enquanto 8% dos homicídios foi
praticado pelos pais e 13% por outros familiares.
Oito
dos 24 crimes ocorreram nos distritos de Lisboa e Setúbal, com quatro mulheres
assassinadas em cada um deles, seguindo-se os distritos de Santarém em Viseu,
com três casos em cada um, e Bragança (dois).
Nos
Açores e nos distritos de Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Portalegre, Porto e
Vila Real foi registado um crime em cada um deles.
A
maioria dos homicídios praticados e registados pelo OMA ocorreu num contexto de
violência doméstica (59%), tendo a arma de fogo e a arma branca sido os meios
utilizados para cometer o crime na maioria dos casos (10 e seis,
respetivamente).
Três
mulheres foram mortas por espancamento, outras três por asfixia e duas por
estrangulamento.
O
relatório indica também que em 17% dos casos a suposta justificação para o
crime foi os ciúmes e em 4% das situações o homicida não aceitou a separação.
Cruzando
a prevalência do femicídio com a presença de violência doméstica nas relações
de conjugalidade ou de intimidade e relações familiares privilegiadas, o OMA
verificou que 62% (15) das mulheres assassinadas neste período foi vítima de
violência nessa relação. Jornal i 30.jul.2014



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