SÃO DIOGO DE ALCALÁ em Roma faz de enfermeiro

SÃO DIOGO DE ALCALÁ   em Roma faz de enfermeiro
São Diogo de Alcalá

O Papa Nicolau V publicou um jubileu Geral para o ANO SANTO de 1450, e na Festa de Pentecostes, propunha-se canonizar São Bernardino de Sena, o Apóstolo do nome de Jesus.
Por este motivo e também por ter sido convocado o Capítulo Geral da Ordem, acudiram a Roma quatro mil franciscanos de todo o mundo.
Entre eles destacava-se, como astro de primeira grandeza, o nosso glorioso São Diogo, que tinha feito a viagem acompanhado por outro santo religioso, Frei Alonso de Castro.
Tendo percorrido, a pé e descalços, Espanha, o sul da França e grande parte da Itália, chegaram à Cidade Eterna e hospedaram-se no Convento de Aracelli.
Poucos dias depois da sua chegada, declarou-se a peste em Roma, devido à ingente multidão de peregrinos e à pouca higiene que se observava naqueles tempos.
Um dos primeiros contagiados foi o seu companheiro, Frei Alonso, que foi atendido por Frei Diogo COM O MÁXIMO CARINHO
Também cuidava de outros enfermos, com muita caridade por certo, pelo que os superiores fixaram o seu olhar no humilde
andaluz e lhe deram o cargo de enfermeiro mor.
Os empestados aumentavam de dia para dia, mas também se pôde comprovar que os alimentos e os remédios se multiplicavam prodigiosamente, coisa tanto mais estranha quanto se sabia que não só em Roma mas também no convento escasseavam.
A sua compaixão para com os membros doentes do Corpo de Cristo, chegou até ao heroísmo. Certo dia surpreenderam-no a beijar as chagas de um doente da lepra. Ele para dissimular: - É assim que se cura esta enfermidade!
Aquele leproso sarou, como tantos outros enfermos, que ficaram a dever a saúde à sua atenção e orações.
(Breves biografias ilustradas, p.15-16)


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