Pe. Manuel Armindo Lima Na evocação dos 50 anos de sacerdócio

Pe. Manuel Armindo Lima
Na evocação dos 50 anos de sacerdócio
Pe. ALBINO DOS ANJOS



P. Manuel Armindo Lima, morto em Angola, em 3 de Fevereiro de 1982.
Natural de Chaviães, MELGAÇO.

Grupo de familiares e amigos

Em mês dedicado às missões, a Sociedade Missionária da Boa Nova, através do seu Departamento de Animação Missionária, levou a cabo uma ação de animação missionária na paróquia de Gaviães, na evocação da memória dos 50 anos de vida sacerdotal do Pe. Manuel Armindo Lima, 31 deles já celebrados no céu. Como certamente nos recordamos, o Pe. Manuel Armindo Lima tombou no dia 3 de Fevereiro de 1982, em Angola, quando se deslocava com vários leigos para uma visita a uma comunidade na paróquia de Viana. Como S. Paulo, também o Pe. Manuel Armindo Lima combateu o bom combate pois a fé em Cristo remete-nos quer no anúncio quer na vivência, para uma luta interior e exterior, onde as forças do bem e do mal se degladiam na afirmação do seu poder. A missão também pode ser lida como um verdadeiro combate. Um missionário é um lutador, um “soldado” colocado na linha da frente da missão da igreja, linha que cruza fonteiras não só geográficas. É uma espécie de terra de ninguém que urge desbravar, lançando á terra sementes do evangelho. Por natureza e pela sua dinâmica, todo o missionário deveria estar um passo à frente na caminhada e na vontade em cruzar tudo o que possa restringir sua ação pastoral. Este passo à frente deve significar um olhar novo e sempre marcado pela esperança. Foi assim a vida do Pe. Lima. Sempre um passo à frente! Não porque buscava uma glória ou superioridade pessoal mas porque na vanguarda da missão tinha consciência da sua radical vocação: servir. Assim aconteceu nos anos que viveu em Moçambique, nos anos de dedicação ao ensino e formação em Portugal e nos poucos meses de presença apostólica em Angola. Homem discreto e simples, de forte piedade e sentido de serviço, disponível e desprendido. Sua humildade o fez exaltar com o martírio. Eis o retrato de alguém que partiu para Deus aos 44 anos de vida, 19 de sacerdócio e 13 de vida missionária. Também aqui um passo à frente na vivencia da santidade e do martírio.
(Publicado in VOZ DA MISSÃO, Dezembro 2013 pág.3)


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