MOÇAMBIQUE Comunidade católica homenageia catequistas mártires no Guiua

MOÇAMBIQUE  
Comunidade católica homenageia catequistas mártires no Guiua
Texto Diamantino Antunes | Foto DR | 05/04/2016 | 16:33
COMUNIDADE CATÓLICA DA DIOCESE DE INHAMBANE, 
MOÇAMBIQUE, REUNIU-SE NO CENTRO CATEQUÉTICO 
DO GUIÚA, PARA PARTICIPAR NA PEREGRINAÇÃO 
ANUAL E HOMENAGEAR OS CATEQUISTAS
 MÁRTIRES, ASSASSINADOS EM 1992 
O Centro Catequético do Guiúa, em Moçambique, recebeu no fim de semana passado, 2 e 3 de abril, a peregrinação anual ao Santuário Diocesano de Inhambane, dedicado a Maria, Rainha dos Mártires. O templo foi erigido a 5 de Agosto de 2012, em plena celebração do Jubileu Diocesano, por decreto do bispo de Inhambane, Adriano Langa, em memória dos catequistas mártires, assassinados em 1992.                                            Como já é habitual, o Centro acolheu os peregrinos de toda a diocese de Inhambane. No dia 2 de Abril, sábado, chegaram a maior parte dos peregrinos. Após a concentração na igreja paroquial do Guiúa, organizaram-se duas vias-sacras. Uma em direção ao lugar do martírio, onde há 24 anos foram assassinados os catequistas e suas famílias, e outra em direção ao Cemitério dos Mártires.

Uma verdadeira multidão não hesitou em percorrer a pé, por um caminho íngreme e irregular os cerca de quatro quilómetros, que distam do Guiúa até ao local do martírio. Aí chegados, todos se reuniram em torno das cruzes onde se registam os nomes dos mártires e que, no meio do nada, assinalam um campo de morte para sempre tingido com o sangue do martírio.

Foi um momento intenso de oração e também de invocação dos mártires, exemplos de coragem por terem abraçado um caminho de paz em tempo de guerra. Depois do regresso ao Guiúa, todos convergiram no Cemitério dos Mártires para mais um momento de meditação e oração. O padre Artur Marques apresentou uma rica meditação sobre o martírio. O bispo procedeu à bênção da imagem de Maria com Jesus morto nos braços (Pietá) que depois foi levada em procissão até à igreja paroquial.

Já noite dentro, depois do jantar, houve a projeção de um documentário sobre os mártires do Guiúa produzido pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), que narra, com os testemunhos dos sobreviventes, os factos de 24 de Março de 1992. Os peregrinos fizeram depois uma vigília de oração e adoração ao Santíssimo Sacramento, durante toda a noite.

No domingo, dia 3 de Abril, mais peregrinos acorreram ao Guiúa. Cerca de 4.500 participaram na celebração eucarística, presidida pelo bispo de Inhambane e concelebrada por mais de duas dezenas de padres da diocese. O bispo apelou para que a dor e a morte de então sejam hoje semente de paz num Moçambique que vive num clima de guerra não declarada. Esta foi também a ocasião para celebrar o Jubileu dos Catequistas.

Assim se cumpriu mais uma peregrinação diocesana. Com os olhos postos no testemunho dos catequistas assassinados em 1992, hoje, 24 anos volvidos, o Centro Catequético do Guiúa prossegue o seu trabalho de formação de ministros leigos e catequistas.   fátima MISSIONÁRIA

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