VATICANO Igreja: Três anos com Francisco


VATICANO
Igreja: Três anos com Francisco 
A Igreja Católica assinalou em 11.03.2016 o terceiro
aniversário da eleição de Jorge Mario Bergoglio
 como Papa.
As viagens internacionais e a convocação de um Jubileu extraordinário da Misericórdia foram pontos de destaque, a que se somaram o encontro histórico com o patriarca ortodoxo de Moscovo e a visita à sede da ONU, em Nova Iorque.
Francisco tem proposto uma mudança do paradigma económico e financeiro internacional, como tinha deixado bem vincado na exortação ‘Evangelii Gaudium’ ou no seu discurso em Estrasburgo, no Parlamento Europeu, em defesa da democracia.
Com a encíclica 'Laudato si', Francisco colocou a Igreja Católica na liderança do movimento mundial para a defesa do ambiente.
O Papa tem estado próximo dos mais pobres e excluídos, na defesa de uma globalização mais plural, que respeite a identidade de todos  num discurso marcado pela vivência no Sul do mundo.
O primeiro pontífice da América Latina tem mostrado preocupação com a situação do Velho Continente, desejando uma ‘refundação da Europa', particularmente necessária perante a crise de refugiados e do terrorismo.
Tem repetido mensagens em favor da paz onde há conflitos, assumindo a defesa dos cristãos no Médio Oriente, perseguidos pelo autoproclamado ‘Estado Islâmico’, e criticando quem justifica ataques terroristas com as suas convicções religiosas.
O cardeal Bergoglio foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do agora Papa emérito; assumiu o nome de Francisco e é o primeiro pontífice jesuíta na história da Igreja.
Em 36 meses, o Papa argentino visitou o Brasil, Jordânia, Israel, Palestina, Coreia do Sul, Turquia, Sri Lanka, Filipinas, Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba e Estados Unidos da América, Quénia, Uganda, República Centro-Africana, e o México, bem como as cidades de Estrasburgo (França), onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa, Tirana (Albânia) e Sarajevo (Bósnia-Herzegovina).
Realizou também dez viagens em Itália, incluindo passagens por Assis e pela ilha de Lampedusa, bem como uma participação  no centenário do início da I Guerra Mundial, para além de outras visitas a paróquias na Diocese de Roma.
Entre os principais documentos do actual pontificado estão as encíclicas 'Laudato si', dedicada a questões ecológicas, e 'Lumen Fidei' (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, bem como a exortação apostólica 'Evangelii Gaudium' (A alegria do Evangelho).
Promoveu um Sínodo sobre a Família, com consultas alargadas às comunidades católicas, e deu início ao Jubileu da Misericórdia, terceiro ano santo extraordinário na história da Igreja Católica, a 50 anos do Vaticano II.
Tem sublinhado a sua preocupação com as “periferias” da humanidade, que exigem respostas da Igreja e da sociedade.
Internamente, tem promovido a reforma dos organismos centrais da Igreja Católica, em particular a estrutura para as actividades económicas e administrativa
Criou um Conselho de Cardeais dos cinco continentes, para o aconselhar no governo da Igreja e na revisão da Constituição Apostólica ‘Pastor Bonus’, sobre a Cúria Romana. OC|ECCLESIA   in VM abril 2016

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