SANTUÁRIOS MARIANOS Nossa Senhora da Lapa por Teófilo Minga

SANTUÁRIOS MARIANOS
 Nossa Senhora da Lapa por Teófilo Minga

Em peregrinação,                                                                        
Senhora da Lapa
Consultamos o mapa
E aí vamos, de coração,
À Senhora da Lapa,
Santuário jubilar,
Portas abertas de par em par! (1)

É lapa de verdade,
Imponente rochedo
De granítica majestade!
Poderia até causar medo!
Mas, por todo o lado
Está Maria, e nós ao seu cuidado! (2)

Nada, nada temos a temer
Neste santuário sobre a rocha:
Admiração para olhos de ver
E onde a oração desabrocha
No meio de tanta alegria:
Estamos ali e connosco Maria!

Há lendas de um crocodilo
Ameaçando grande devoto
Que no mais discreto sigilo
Rapidamente faz um ex-voto…
O monstro é vencido sem demora:
Nada resiste à intercessão da Senhora! (3)

Hoje ainda milhares de peregrinos
Vêm a este santuário de terras beirãs,
No coração a alegria, entoando hinos,
Longe de tantas promessas ocas e vãs. (4)
Também ali fomos no rasto de tanta fé
Cantar: gostamos de ti, Maria de Nazaré!(5)

Teófilo
Ermesinde, 18 de abril de 2016.

A devoção a Nossa Senhora da Lapa é uma das mais comuns em Portugal e no Brasil. Por isso são muitos os santuários em honra de Nossa Senhora da Lapa. Aqui refiro-me ao Santuário que se encontra na aldeia da Lapa, situado entre Aguiar da Beira e Sernancelhe, na diocese de Lamego.
Embora o santuário seja dedicado a Nossa Senhora da Lapa, com a imagem de Nossa Senhora da Lapa, como é evidente, há outras imagens de Maria invocada sob outros nomes. A mais visível é talvez a imagem de Nossa Senhora das Dores no alto do rochedo, à entrada para a gruta.
De facto no interior do Santuário encontra-se um grande crocodilo. Um devoto destas terras teria sido atacado por um crocodilo em terras de Índia. Rezou a Maria que imediatamente o salvou do perigo. Como agradecimento entre outras coisas o devoto teria trazido para o Santuário este bicho vencido no confronto. Há porém outras lendas, que em vez de crocodilo falam de um sardão (um sardão monstro) que aterrorizava as pessoas da região. Uma pastorinha tê-lo-ia alimentado com novelos de lã até o asfixiar. Para lá das lendas fica sempre a certeza da proteção de Maria: essa é bem real e indiscutível. Creio que todos nós já vivemos alguma experiência da proteção quase “visível e 
tangível” de Maria. Eu já vivi essa experiência mais de uma vez, sobretudo em acidentes de automóvel que poderiam ter sido muito destrutores para mim se não fosse a presença certa de Maria nesse momento. Além disso a patrona da minha aldeia é NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS. E quantas outras graças, ELA não me tem concedido!
Os picos dessas peregrinações são os dias 10 de junho, 15 de agosto e 8 de setembro. Mas é evidente que em qualquer outro dia se encontram peregrinos neste Santuário edificado sobre a rocha. Foi assim o nosso caso, que peregrinamos (Comunidades Maristas de Vouzela e Ermesinde) pelas estradas que nos conduziram á Lapa neste dia 18 de abril de 2016. Linda peregrinação e lindo dia, mostrando também a comunhão de duas Comunidades Maristas relativamente vizinhas! Peregrinações como esta são a repetir a outros santuários marianos (e não só)! A comunhão e a amizade entre as pessoas saem sempre reforçadas!

E como poderiam os Maristas não gostar de Maria! Um Marista que não gostasse de Maria seria um contrassenso. Um Marista não se concebe sem Maria. Quase por definição. Mas também por herança do próprio Fundador São Marcelino Champagnat que no-la deixou como a BOA MÃE. Daí a responsabilidade que o Irmão Emili Turu, atual Superior geral pede a todos os Marista de Champagnat: mostrar ao mundo o ROSTO MARIANO DA IGREJA. Já João Paulo II tinha dito o mesmo aos quatro ramos da SOCIEDADE DE MARIA (Irmãs Missionárias Maristas, Irmãs Maristas, Irmãos Maristas e Padre Maristas) reunidos em Capítulos gerais, em setembro de 2002. Dizia assim João Paulo II, já muito fraco e fragilizado pela doença: “Hoje compete a vocês (Maristas) mostrar, de maneira original e específica, a presença da Virgem Maria na vida da Igreja e dos homens”. Que grande responsabilidade! (Eu sublinho).

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