PORTUGAL Governo "é um barco à deriva empurrado pelos ventos da Esquerda"

PORTUGAL
Governo "é um barco à deriva empurrado pelos ventos da Esquerda"
O PSD comparou hoje o Governo a "um barco à deriva empurrado pelos ventos que sopram da esquerda", acusando os socialistas de terem como única missão desfazer o que foi feito
 Global Imagens  MATOS ROSA 06.04 POR LUSA

 "Este Governo não governa. A sua única missão é desfazer o que foi feito atrás de si, não obstante os bons resultados reconhecidos cá dentro e lá fora", afirmou o deputado do PSD e secretário-geral do partido José Matos Rosa, numa declaração política no plenário da Assembleia da República a propósito do congresso social-democrata, que se realizou este fim-de-semana, em Espinho (Aveiro).
Comparando o executivo socialista a um "barco à deriva" empurrado pelos "ventos da esquerda", Matos Rosa disse esperar que o Governo não leve "o país a embater nas rochas e a encalhar".
Repetindo os principais 'slogans' do congresso social-democrata, o secretário-geral do partido vincou o caráter reformista do PSD, voltando a assumir que o partido é o líder da oposição.
Matos Rosa renovou ainda os desafios lançados pelo líder social-democrata no congresso, questionando a disponibilidade dos partidos para debaterem a reforma da Segurança Social e do sistema eleitoral.
Na resposta à intervenção da bancada 'laranja', a vice-presidente da bancada do PS Ana Catarina Mendes apontou como única inovação do congresso do PSD o facto de finalmente o partido ter percebido que está na oposição, sublinhando que "em democracia é tão importante o partido que governa, como aqueles que estão na oposição".
Pelo CDS-PP, o deputado António Carlos Monteiro foi o único que acompanhou o diagnóstico à governação socialista, corroborando que o seu único propósito é "reverter".
Sublinhando a "honra que foi servir junto com o PSD no Governo de Portugal, António Carlos Monteiro reiterou o empenho do CDS-PP no debate sobre a sustentabilidade da Segurança Social e prometeu que o seu partido "não fugirá" da discussão do sistema eleitoral, quando forem apresentadas propostas concretas.
"Foi um congresso pouco entusiasmado, com garra, mas pouco entusiasmado", analisou o líder da bancada do BE, Pedro Filipe Soares, questionando quais são em concretos as propostas do PSD para a Segurança Social, já que "apenas foram verbalizadas algumas ideias".
"Acham que os portugueses estão preocupados com o sistema eleitoral", interrogou por sua vez o líder da bancada do PCP, João Oliveira, considerando que a intenção de alterar as leis eleitorais tem que ver com a "amargura" que o PSD tem com os resultados das últimas legislativas.
A deputada do partido ecologista Os Verdes vincou ainda as tentativas do PSD ao longo do congresso para arranjar um "rótulo" que se colasse ao partido, optando no final por ser "o partido reformista".
"Os rótulos não chegam para dar resposta aos verdadeiros problemas do país", ressalvou Heloísa Apolónia.
Antes, da intervenção da bancada do PSD, a deputada do CDS-PP Cecília Meireles fez também uma declaração política, elegendo como tema o Programa Nacional de Reformas. Com o debate de um dos eixos do programa agendado para o final da tarde no plenário da Assembleia da República, Cecília Meireles criticou o facto de ainda não ser conhecido o Programa de Estabilidade, considerando que para debater a sério os dois documentos, a discussão teria que ser conjunta.
Pelo PCP, a deputada Diana Ferreira falou sobre os problemas que os portadores de deficiências físicas têm de enfrentar, nomeadamente as barreiras físicas e arquitetónicas, as limitações de acesso aos transportes, entre outras.
"As plenas acessibilidades estão diretamente relacionadas com o pleno exercício dos direitos sociais e políticos", salientou.  NM

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