VATICANO Papa chama atenção para as pobrezas deste tempo, «materiais e espirituais»


VATICANO
Papa chama atenção para as pobrezas deste tempo, «materiais e espirituais»
Abr 7, 2018 - 13:35
Mensagem deixada durante uma audiência em Roma com membros da Associação dos Padres do Prado
Cidade do Vaticano, 07 abr 2018 (Ecclesia) – O Papa encontrou-se hoje no Vaticano com uma delegação dos Padres do Prado, uma associação fundada há 158 anos por Antoine Chevrier e que se dedica de modo especial aos mais pobres.
Na sua intervenção, publicada este sábado pela sala de imprensa da Santa Sé, Francisco destacou “um carisma que o toca de modo muito pessoal” e salientou que “todos os pobres têm direito a escutar o Evangelho e a Palavra de Cristo”.
Foto Vatican Media
O Papa argentino lembrou a figura do padre Antoine Chevrier, beatificado por João Paulo II, em 4 de Outubro de 1986, para quem ‘conhecer, amar, seguir Jesus Cristo era tudo’.
Um sacerdote da diocese de Lyon (França), que exerceu o seu ministério numa paróquia pobre do Bairro da Guillotière.
Aí se dedicou duma forma especial à preparação de crianças e jovens para a Primeira Comunhão, segundo o costume da época, e à formação de “padres pobres para evangelizar os pobres”.
“O padre Chevrier foi um homem compadecido pela fragilidade das pessoas mais pobres do seu tempo, o que o levou a estar próximo delas para que pudessem aprender a conhecer e a amar Cristo”, disse Francisco, que incentivou os padres atuais a continuarem a fazer o mesmo, com renovado espírito “missionário”.
“O nosso tempo também conhece a sua pobreza, tanto velha como nova, material e espiritual, e muitos homens e mulheres experimentam sofrimentos e feridas, misérias e ansiedades de todo o tipo”, frisou o Papa.
Nesse sentido, destacou a necessidade de uma Igreja Católica cada vez mais próxima dos mais carenciados, que lhes leve as “consolações do Evangelho”.
“E a Igreja Católica confia nos Padres do Prado para estar junto dos mais pobres nas suas necessidades”. A recusa a uma atenção espiritual a estas pessoas é “o pior tipo de discriminação”, reforçou.
JCP

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