FILIPINAS Filipinas suspendem proibição de terços e imagens religiosas em carros

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Filipinas suspendem proibição de terços e imagens religiosas em carros
Uma medida que proibia rosários e imagens religiosas nos automóveis foi suspensa pelo Departamento de Transportes das Filipinas depois de uma forte reação da população, que se mostrou contrária à normativa, divulgou o portal de notícias Gaudium.
© iStock CONDUÇÃ 26.05.2017 POR LUSA
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De acordo com as informações do site católico de notícias, divulgadas no dia 25.05, as autoridades filipinas teriam tomado a decisão de proibição com o argumento de que as imagens religiosas e objetos como os terços poderiam distrair os condutores, tal como falar ao telemóvel.

O secretário executivo para os Assuntos Públicos da Conferência dos Bispos Católicos das Filipinas (CBCF), padre Jerome Secillano, disse que a decisão revelou "uma falta de bom senso" e que "não são os rosários que causam os acidentes, mas antes de tudo os problemas mecânicos, a ignorância dos condutores e as condutas abusivas nas estradas".
"Com estas imagens religiosas, os condutores sentem-se mais seguros, pois existe a intervenção divina e estão a ser guiados e protegidos", indicou o padre.
O senador Richard Gordon foi um dos legisladores que criticou a norma por exagerar nas medidas de precaução, sendo a proibição dos rosários um "despropósito notório".
Por seu lado, George San Mateo, que é o presidente da associação "Piston", que reúne proprietários de "jeepneys" (meio de transporte muito popular no país), manifestou-se muito aborrecido com a medida das autoridades filipinas.
"Não se metam com a fé em Deus dos condutores", declarou ainda George San Mateo.
O portal de notícias referiu que diversos analistas interpretaram a proibição como um novo capítulo no confronto entre o Presidente filipino, Rodrigo Duterte, e as autoridades eclesiásticas.
Duterte já insultou publicamente tanto os bispos como o Papa Francisco e comprometeu-se a avançar com uma política de natalidade, com a distribuição de anticonceptivos, supostamente em retaliação às críticas dos bispos filipinos às suas medidas na luta contra as drogas no país.
Organizações de direitos humanos afirmam que pelo menos 7.000 alegados toxicodependentes e narcotraficantes foram assassinados, com a participação ou anuência das forças de segurança, desde meados do ano passado, quando se começou a aplicar a estratégia da luta contra as drogas lançada por Duterte.

As Filipinas são o terceiro país com o maior número de católicos no mundo, com aproximadamente 84 milhões de seguidores, e a cultura filipina está fortemente arraigada nas tradições da Igreja Católica.

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