EGIPTO Onda de ataques no Egito mata 64 soldados; Estado Islâmico assume autoria

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Onda de ataques no Egito mata 64 soldados; Estado Islâmico assume autoria
Por AP | 01/07/2015 17:09 - Atualizada às 01/07/2015 18:37
Os ataques ocorreram um dia depois de o presidente do Egito ter se comprometido a intensificar batalha contra os rebeldes
AP
umaça é vista do lado israelense da fronteira com o Egipto,
país que sofreu os ataques

Dezenas de militantes islâmicos lançaram uma onda de ataques simultâneos contra bases militares no nordeste da península do Sinai, no Egito, nesta quarta-feira (1°). Autoridades confirmaram a morte de ao menos 64 soldados nas ações, reivindicadas pelo Estado Islâmico.
Os ataques aconteceram um dia depois de o presidente do Egito Abdel-Fattah el-Sissi se comprometer a intensificar a batalha contra os militantes islâmicos e dois dias após o promotor-chefe do país, Hisham Barakat, ter sido assassinado na capital, Cairo.
As execuções coordenadas mostram que o grupo vem ganhando força no Egito, se tornando uma ameaça real à segurança do país enquanto o governo luta para restaurar a estabilidade, comprometida desde a onda de protestos de 2011 – quando o ditador Hosni Mubarak foi forçado a deixar o poder após 30 anos comandando o país. 
Oficiais afirmam que 90 rebeldes foram mortos nos combates desta quarta-feira, iniciados logo no começo da manhã e encerrados apenas ao fim da tarde. Desde 1973, durante a guerra entre árabes e israelenses, um episódio não deixa tantos mortos na região. 
Ainda nesta quarta-feira, em um apartamento no Cairo, uma equipe das forças especiais matou nove integrantes do grupo Irmandade Muçulmana, com atuação ilegal no país, incluindo um ex-membro do parlamento – identificado como Nasr al-Hafi. Outra vítima foi uma liderança do partido chamada Abdel-Fattah Mohamed Ibrahim.
Autoridades afirmam que os soldados foram recebidos a tiros no local e mataram os envolvidos apenas como retaliação. Nenhum militar ficou ferido. 

Nisman disse que os ataques revelam a fraqueza das operações militares egípcias no Sinai. Além dos 64 soldados mortos, outros 55 ficaram feridos.

Assim como na semana passada, quando ataques simultâneos deixaram dezenas de mortos na Tunísia e no Kuait, o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados por meio de uma página no Facebook associada aos rebeldes. O grupo, que ocupa uma ampla área em parte dos territórios iraquiano e sírio, afirma ter atingido 15 bases militares e da polícia, inclusive com três homens-bomba. "Estes ataque específico é de longe o pior que já vimos", disse Daniel Nisman, CEO do grupo de consultoria de risco Levantine. "Não é o caso de 'atacar e correr'. Isso foi o mesmo que eles [rebeldes do Estado Islâmico] fizeram em lugares como a Síria e o Iraque, em que realmente capturam e dominam um território."



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