CÁRITAS 5 continnentes
CÁRITAS 5 continnentes
Cáritas ajuda as populações nos cinco continentes contra a Covid-19
Mai 4, 2020 - 13:19
«Os pobres e marginalizados, os doentes, os idosos e os
deficientes são particularmente vulneráveis»
A Cáritas Internacional afirma
que “ninguém deve ser deixado para trás” e nos cinco continentes a instituição
está a “intensificar os esforços para aumentar a consciencialização, prevenir e
prestar assistência” a todas as pessoas contra a Covid-19.
“À medida que a pandemia de
Covid-19 varre o mundo, os pobres e marginalizados, os doentes, os idosos e os
deficientes são particularmente vulneráveis”, observa a organização mundial da
Igreja Católica.
Em Portugal, a Cáritas lançou
um fundo de emergência com um valor de 130 mil euros, centrado na ajuda
alimentar, para responder à crise provocada pelo novo coronavírus.
“Quando acontecem crises, como
esta que com certeza vai agravar-se muito, aparece sempre um novo perfil de
pessoas que recorrem aos nossos atendimentos que o povo designa pelos pobres
envergonhados”, explicou Eugénio
Fonseca à Agência ECCLESIA.
A Cáritas Internacional
assinala que a instituição a nível europeu exortou à União Europeia (UE) para
“proteger os trabalhadores migrantes” porque a pandemia “restringiu severamente
a sua capacidade de trabalhar”, enquanto na Grécia, a Cáritas Hellas, oferece
aos migrantes “conselhos úteis e fáceis sobre os seus direitos”.
Na Ucrânia, a instituição está
a ajudar a costurar máscaras de proteção, porque “em muitos países é difícil
encontrar equipamento de proteção individual”, e no Reino Unido, a CAFOD,
membro da confederação Cáritas, oferece todas as semanas recursos litúrgicos e
de oração e a Eucaristia pela internet desde Londres.
Na Ásia, a Caritas Arménia tem
apoiado idosos e pessoas portadoras de deficiência com “visitas domiciliárias e
telefonemas diários” para manter o ânimo, “além de apoiar as famílias com
alimentos e aquecedores”, e no Paquistão, as crianças e os jovens de todo país
estão a incentivar a população a ser preventiva para “impedir a propagação” do
novo coronavírus.
Com “muitos anos de
experiência com pessoas traumatizadas pela guerra”, no Líbano os conhecimentos
do serviço de aconselhamento da Caritas estão a ser usados “para ajudar” quem
está com problemas de saúde mental, por causa da pandemia; E na Índia, a
organização tem uma linha de apoio para que as pessoas fiquem “conscientes e
positivas” em relação ao Covid-19.
‘Estações de Bondade’, para
criar “ondas de esperança” nas comunidades, foi uma resposta da NASSA/Caritas
Filipinas para as pessoas doarem bens e a Caritas Hong Kong, “uma das primeiras
organizações a enfrentar a epidemia e o bloqueio”, adaptou-se “rapidamente” e
ofereceu “suporte virtual”, ajudou os alunos em casa quanto à escola, forneceu
“produtos de higiene e continuando o suporte residencial e psicológico”.
No continente americano, a
Cáritas Brasileira e os bispos católicos estão a dinamizar a campanha de
solidariedade ‘Time to Care’ para dar bens essenciais- comida e produtos de
higiene – às “pessoas vulneráveis” e, mais a sul, na Argentina, com o mesmo
objetivo apoiam “quatro milhões de pessoas” com a ação ‘Let us be One’.
Nos Estados Unidos da América,
o Catholic Relief Services, membro da confederação Cáritas EUA, pede que as
pessoas em situação de sem-abrigo e os migrantes “sejam protegidos das
políticas de isolamento” com “casas, alimentos, acesso à higiene e saneamento
básicos”.
Em África, por exemplo, a
Caritas Bunia, na República Democrática do Congo, deu “comida e sabão” aos
presos, com a ajuda de “fundos doados pelos católicos da região”, e a Cáritas
Bouar, na República Centro-Africana, organizou aulas para as crianças em idade
escolar que são transmitidas na rádio, quatro vezes por semana, num país onde
as crianças estão impedidas de ir à escola para evitar a propagação do novo
coronavírus.
A Cáritas Internacional destaca também que na Oceânia, a Caritas Aotearoa
da Nova Zelândia “tem sido um exemplo brilhante para muitos países” nas medidas
de prevenção da “propagação do Covid-19” e concentra “os esforços em muitos
lugares da vasta área do Pacífico”.



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