EUROPA fome e tragédia
EUROPA fome e tragédia
Pandemia: «fome aguda» e tragédia para Idosos na Europa
2 Maio, 2020 JM-262
«Nunca vi nada assim»
A
presidente do Banco Alimentar Contra a Fome (BACF), Isabel Jonet, disse no
domingo (26/04) à Renascença “Nunca vi nada assim”, referindo-se ao
aumento dos pedidos de ajuda à instituição no contexto da pandemia de Covid-19.
“Com
efeito, à volta de 55 mil pessoas se dirigiram à “rede de emergência” desde a
chegada do novo coronavírus a Portugal.
São
pedidos “desesperados” de pessoas que viram as suas vidas viradas do avesso.
“São pessoas de profissões muito diversas, pessoas que, de repente, não têm
qualquer rendimento ou remuneração. “Atravessam situações de grande fragilidade
e, até, de fome”.
“Graças
às instituições de solidariedade social e às juntas de freguesia e autarquias,
temos conseguido minorar o sofrimento destas pessoas. Muitas delas chegam hoje
ao Banco Alimentar e dizem estar há mais de dois dias sem conseguir nada. São
situações reais, muito, muito duras, concluiu. (Fonte: Ana Rodrigues,
cdv)
«Fome aguda»
Uma
segunda pandemia silenciosa ameaça alastrar em todo o mundo, noticiou a Vatican
News (A. Di Bussolo/SilvoneiJosé). Esta pandemia não é contagiosa, mas poderá
fazer muito mais vítimas. Trata-se da ‘fome aguda«.
Segundo
relatório do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas e 15 outros parceiros humanitários e de
desenvolvimento, poderá afetar 265 milhões de pessoas até ao final do ano,
quase o dobro dos 135 milhões em 2019.
Se
não forem tomadas medidas rápidas para fazer face à pandemia na África e no
Médio Oriente, o Covid-19 poderá dar “um golpe fatal nas comunidades já à beira
da sobrevivência nos países de baixos rendimentos”. A fome, recordam, é
principalmente causada por conflitos, alterações climáticas e recessões
económicas.
Mas
para além de combater a propagação do vírus, todos os programas de assistência
alimentar, incluindo o do PAM, “oferecido a quase 100 milhões de pessoas
vulneráveis em todo o mundo”, devem ser mantidos e até mesmo reforçados. A
agência da ONU está muito preocupada “com os 30 milhões de pessoas que já
sofrem de fome, violência e doenças extremas”. As suas vidas estão em perigo.



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