UNIÃO EUROPEIA Bruxelas diz que setor bancário português “continua frágil” apesar de algumas melhorias

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Bruxelas diz que setor bancário português “continua frágil” apesar de algumas melhorias
No relatório após a quinta avaliação pós-programa, a Comissão Europeia assinala melhorias na banca portuguesa, mas pede um calendário para resolver o problema do crédito mal parado. Em relação à economia, prevê um crescimento de 1,6% este ano
Sebastien Pirlet/Reuters

Bruxelas assinala a fragilidade da banca portuguesa apesar das melhorias no setor, no relatório sobre o balanço da quinta vista pós-programa da Troika a Portugal, que decorreu entre 29 de novembro e 7 de dezembro de 2016, lançado hoje.
“Apesar de alguns desenvolvimentos positivos, o setor bancário português continua frágil, com baixa rentabilidade, almofadas de capital apenas ligeiras e níveis elevados de crédito mal parado” , adverte a Comissão Europeia, salientando a necessidade de mais esforços para reduzir a “vulnerabilidade do setor”.
Adianta que as soluções para reduzir o stock de crédito mal parada, em estejam no caminho certo, carecem de “uma abordagem completa e forte que beneficiaria de uma calendário de metas de ação”. A Comissão explica que alguns dos principais bancos portugueses estão a passar por importantes processo de recapitalização ou a a atrair novos acionistas que poderão ajudar a reforçar a base de capital.
Em relação à economia portuguesa, a Comissão Europeia assinala o aceleramento do crescimento no final de 2016. “A recuperação da economia mostrou-se mais lenta que o esperado no início de 2016 mas acelerou na segunda metade do ano e deve continuar em 2017”, impulsionada pelo aumento das exportações. 
Bruxelas indica que o consumo privado tem-se mostrado o principal motor do crescimento interno, enquanto o crescimento do investimento continua moderado. A Comissão estima, assim, que o crescimento do PIB se situe entre 1,6% em 2017 e 1,5% em 2018.
Relativamente ao défice, a Comissão estima uma redução do défice orçamental para 2% do PIB em 2017. No entanto, alerta que o processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) pode ter impacto nas contas públicas portuguesas: “Dependendo do entendimento do INE e do Eurostat, a operação pode ter implicações no resultado orçamental de 2017”.
A Comissão aponta que “Portugal fez progressos limitados na correcção dos desequilíbrios macroeconómicos e das reformas estruturais” recomendadas específicas por país, nomeadamente “no sentido de garantir a sustentabilidade das finanças públicas; garantir que o salário mínimo é consistentem com os objectivos de promover o emprego e a competitividade em todos os sectores”.

A próxima avaliação do pós-programa em Portugal será em junho.

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