DIA DA MULHER contra a violência
DIA DA MULHER contra a
violência
Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos denuncia «normalização» da
violência
Mar 6, 2020 - 13:42
Mensagem para o 8 de março fala em «ofensa contra Deus, a
humanidade e a terra»
O Movimento Mundial de
Trabalhadores Cristãos (MMTC) alertou em comunicado para a violência contra as
mulheres e as meninas, “nas suas diferentes formas (sexual, religiosa,
psicológica)”, pedindo um esforço comum para promover a sua dignidade.
“O MMTC, por ocasião do dia 8
de março (Dia internacional da Mulher), declara que estamos dispostos a fazer
frente a qualquer tentativa de desculpar, encobrir ou justificar a violência.
Declaramos que esta violência é uma ofensa contra Deus, a humanidade e a
terra”, assinala a nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.
A organização cristã sublinha
que a violência contra as mulheres e meninas acontece em todo o mundo, sendo
ainda considerada “normal” em muitos locais.
“Esta violência, para além de
minar a integridade da mulher, reduz o seu acesso aos serviços e recursos
essenciais”, adverte o texto.
Não podemos continuar a tapar
os ouvidos perante estes gritos de desespero, nem sufocá-los guardando silêncio
ou encerrá-los entre quatro paredes por orgulho, por medo, por reputação, por
segurança… porque a violência contra as mulheres e meninas é um pecado”.
O comunicado cita a primeira
homilia de Francisco em 2020, na Missa a que presidiu na Basílica de São Pedro
para assinalar o Dia Mundial da Paz, exigindo respeito pela “dignidade de cada
mulher”, após denunciar situações de exploração sexual e laboral.
“Toda a violência infligida às
mulheres é profanação de Deus, nascido de uma mulher. A salvação chegou à
humanidade, a partir do corpo de uma mulher: pelo modo como tratamos o corpo da
mulher, vê-se o nosso nível de humanidade”, referiu o Papa.
O MMTC considera que “toda e
qualquer violência contra as mulheres e meninas na Igreja ofende o corpo de
Cristo e impede que ela seja fundamentalmente uma comunidade de mulheres e
homens”.
“Precisamos de unir esforços
com outros movimentos sociais e da Igreja para analisar as motivações da
violência humana, a razão por que as mulheres não conseguem romper o círculo
vicioso da violência e refletir como pôr-lhe fim”, acrescenta a nota.
O documento conclui com um
apelo para a celebração do dia 8 de março: “Não a qualquer forma de violência
sobre as mulheres e as meninas”.




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