ONU Aids/HIV
ONU Aids/HIV
Agência das Nações Unidas marca Dia de Zero Discriminação
BR 1 março 2020 UNnews
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| Foto: ONU/Eskinder Debebe |
Data neste 1º de março é
celebrada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids; em
mensagem, diretora-executiva da agência afirma que para vencer o HIV é preciso
combater todas as formas de discriminação.
As Nações Unidas marcam neste
primeiro de março o Dia de Zero Discriminação.
Em todo o mundo, a Aids
continua sendo a maior causa de morte para mulheres entre 15 e 49 anos.
A diretora-executiva do
Unaids, Winnie Byanyima. Foto: ONU/Amanda Voisard
Insegurança
O Dia é celebrado pelo
Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids.
Para erradicar a Aids até
2030, a agência diz que é fundamental acabar com a violência de gênero,
desigualdade e insegurança.
Em mensagem, a
diretora-executiva do Unaids, Winnie Byanyima, contou que ela própria perdeu
familiares para o HIV, e que por isso marcava o Dia de Zero Discriminação de
forma pessoal.
Byanima afirma que a lutra
contra o HIV é inseparável da luta pelos direitos da mulher e da luta contra
todas as formas de discriminação. Ela acredita que é preciso
“garantir que mulheres e meninas tenham acesso igual à educação, à saúde e ao
emprego.”
A chefe do Unaids defende que
a “Aids não pode ser derrotada enquanto comunidades marginalizadas, incluindo
lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais, pessoas que injetam
drogas e profissionais do sexo, vivam com medo do Estado ou da violência e
abuso socialmente sancionados.”
Conscientização
A meta da agência no Dia de
Zero Discriminação, esse ano, é aumentar a conscientização e mobilizar ações
para promover a igualdade e o empoderamento de mulheres e meninas.
O Unaids destaca que embora
alguns países tenham conseguido avançar em direção a uma maior igualdade
de gênero, a discriminação contra mulheres e meninas ainda existe em toda
parte.
Em muitos países, por exemplo,
leis que discriminam mulheres e meninas permanecem em vigor. Ao mesmo tempo,
legislações que defendem os direitos básicos e protegem elas contra danos e
tratamentos desiguais não são a norma.
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| O ator brasileiro Mateus Solano Mateus foi nomeado embaixador de Boa Vontade do Unaids em agosto de 2014. Foto: Divulgação |
Fatos
Dados da ONU indicam que
apenas 24,3% de todos os parlamentares nacionais eram mulheres em fevereiro de
2019, um pequeno aumento de 11,3% em 1995. Em 2015, pelo menos 117 países
permitiam que as meninas se casassem antes dos 18 anos de idade.
Outros dados mostram que
apenas 88 de 190 países têm leis que exigem salário igual para homens e
mulheres que desempenham a mesma função. E que 36 dos 190 países declarantes
carecem de leis para combater a discriminação de gênero no emprego.
Mais de uma em cada três
mulheres experimentará alguma forma de violência durante sua vida e mais de 1
milhão de mulheres precisam de proteção legal contra a violência doméstica.




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