COVID-19 juntos
COVID-19 juntos
«Estamos juntos, vamos vencer
juntos» – Bispo de Bragança-Miranda
Abr 4, 2020 - 15:15
D.
José Cordeiro explica que a presença orante e silenciosa «tem de levar a maior
fraternidade, justiça e paz»
“Estamos juntos, jovens e velhos. Estamos
juntos ‘na mesma barca’. Estamos juntos, não tenhamos medo, embora o temor nos
tome nestes ‘dias maus’. O mal comum só se poderá vencer com o Bem comum”,
escreve D. José Cordeiro na carta enviada hoje à Agência ECCLESIA.
O bispo da Diocese de
Bragança-Miranda explica que reza por todos mas lembra “especialmente as
pessoas mais velhas e as mais vulneráveis” e observa que sobretudo as pessoas
mais velhas “têm partilhado o seu temor e tremor” de se sentirem abandonados,
de ficarem doentes e “não terem ninguém a seu lado”.
“A presença orante e
silenciosa tem de levar a maior fraternidade, justiça e paz. Na verdade, os
problemas sociais já se sentem na economia das famílias, das IPSS’s e na
sociedade”, acrescenta, e salienta que “um sinal” desta presença tem sido “a
oração mais intensa e profunda” ao domingo na catedral em Bragança, com a
oração do Rosário, das Vésperas e a Eucaristia.
O bispo de Bragança-Miranda
partilha que em tempo de coronavírus Covid-19, “com todas as medidas e
sacrifícios”, também está durante a semana “na oração, no trabalho silencioso e
no estudo humilde” na casa episcopal e, ao fim de cada tarde, na celebração
eucarística no Seminário de S. José.
“Sirvo com a inteira disponibilidade possível pelos meios ao dispor para
conversar, atender, escrever, consolar, professar a fé, renovar a Esperança e
dar o dom da caridade a tantos irmãos e irmãs”, desenvolve.
D. José Cordeiro renova a
“mais profunda gratidão” por todos os que praticam a caridade, “a cidadania
corresponsável, a criatividade pastoral e espiritual” e a partilha das boas
práticas, agradece a ação das instituições do setor social, às escolas, aos
médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde, aos que garante “a vida
de todos nos serviços essenciais”, e reconhece a “inestimável colaboração
recíproca” de entidades públicas e civis.
“Continuamos próximos, na
oração e no serviço silencioso, a todos e a cada um, especialmente às pessoas
doentes, aos mais velhos e a todas as pessoas que vivem no sofrimento, na
solidão, no isolamento, nos estabelecimentos prisionais de Bragança e de Izeda,
na deficiência, na pobreza, na depressão, na ansiedade, no desemprego e na
migração”, desenvolve.



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