FUNCHAL Ramos
FUNCHAL Ramos
D. Nuno exorta fiéis a serem verdadeiros “discípulos do Senhor”
Por Luisa Gonçalves
5 Abril, 2020 in JM 05.04.2020
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| Foto: Duarte Gomes |
D. Nuno Brás convidou os
cristãos da Diocese do Funchal a viverem a Semana Santa como “discípulos do
Senhor”, e a fazê-lo “todos os dias e o dia todo”, porque “ser discípulo de
Jesus, aprender, acolher, perceber a vontade de Deus é uma tarefa constante e quotidiana.
Ninguém se pode dizer cristão sem esta atitude diária.”
O bispo diocesano, disse
ainda na sua homilia que
ser discípulo é também “falar como discípulos” e que isso significa, antes de
mais, “que aquilo que dizemos, as atitudes que tomamos (porque também falamos
com atitudes) não hão-de ter origem em nós mas em Jesus, o Mestre.”
“O discípulo que fala
como discípulo é aquele que diz o que escutou ao seu mestre. O discípulo que
vive como discípulo é aquele que procura viver como o Mestre. Esta semana
havemos de a viver como Jesus escutando e falando, quer dizer: vivendo”,
explicou ainda o prelado.
Neste contexto, frisou D. Nuno, “Havemos de a viver, de
um modo concreto, nesta Semana Santa que hoje começa, e no meio dos
condicionalismos que estamos a viver.”
“Havemos de escutar como discípulos. Isso significa
ler
e meditar as leituras, procurando aquilo que elas nos dizem — e sempre nos
dizem e ajudam.
Ler
as leituras diárias da liturgia em família, e procurar que todos os membros da
família partilhem aquilo que o Senhor lhes diz.
Escutar
como discípulos significa procurar viver todos os dias a Eucaristia,
transmitida pela Internet, da nossa paróquia ou de um qualquer outro lugar.
E
cada um, no silêncio do seu quarto, havemos de procurar escutar aquilo que o
Senhor diz para a nossa vida, deixando que a Sua Palavra ressoe no nosso
coração”, acrescentou.
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Para
mostrar como estas atitudes podem fazer a diferença, especialmente nos dias que
correm, D. Nuno Brás recorreu ao exemplo de uma família espanhola com 11
filhos, todos infetados com o coronavírus. A família conta como o acompanhar a
missa pelo YouTube e o rezar o rosário todas as tardes, os ajudou a ultrapassar
os ‘momentos de verdadeiro medo’ e como ‘a Fé os tirou do poço’.
A terminar, e a exemplo
desta família, o bispo diocesano apelou para que “procuremos, também nós,
acompanhar de mais perto o Senhor, deixar que Ele venha, que Ele esteja
presente em nossa casa e em nós, no nosso coração. Disponhamo-nos a escutar
como escutam os discípulos e a falar, a viver como discípulos, sabendo que a
morte não tem — em Jesus como em nós — a última palavra. Essa pertence — e
pertencerá sempre — ao Deus vivo que nos ama a todos como Pai.”



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