FUNCHAL O orgulho e o vírus
FUNCHAL
O
orgulho e o vírus
Reflitamos
com D. Nuno Brás, bispo do Funchal: «O orgulho dos homens que pensavam tudo
dominar — até a vida e a morte — foi, de repente, derrotado. O mundo anda em
pânico por causa de um minúsculo ser vivo, só observado por potentes
microscópios. Nos últimos dias, o minúsculo vírus tem feito cair impérios: as
bolsas entraram no vermelho, os estádios de futebol ficaram vazios, as viagens
turísticas desapareceram, os aviões deixaram de levantar voo. As pessoas ficam
em casa, muitos abandonados à sua sorte. As rádios e televisões não falam de
outra coisa.
De
repente, tomámos consciência de que a vida não depende de nós; não somos
omnipotentes, mas mortais, limitados, finitos. Será ainda possível ter
confiança, ou viver sem medo de ser infetado pelo próximo? Nós cristãos,
confiamos em Deus. Não estamos imunes do pecado, do sofrimento, nem aos ataques
do “corona vírus”. Mas nenhuma destas limitações nos fará deixar de rezar, de
viver, de cuidar do próximo, do mais frágil, de construir o mundo.
Não
nos deixemos derrotar pelo medo, como se, de repente, Deus tivesse deixado de
existir, e o mundo tivesse entrado em colapso».



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