PORTUGAL pessoas + vulneráveis
PORTUGAL pessoas + vulneráveis
Rede Europeia Anti Pobreza pede «mais proteção» para as pessoas «mais
vulneráveis»
Abr 4, 2020 - 11:42
«Não há economia sem pessoas», alerta direção da organização que
defende «a luta contra a pobreza e exclusão social»
A Rede Europeia Anti Pobreza
em Portugal (EAPN) alerta que “não há economia sem pessoas” e afirma que “é
necessário fazer mais” pela proteção dos grupos de maior risco nesta crise”
provocada pelo coronavírus Covid-19.
“Todos os que estão nas franjas, no
limite, na berma de uma sociedade que se quer, mais do que nunca, inclusiva e
justa, precisam de ação eficaz e eficiente por parte de todos: Governo,
empresas e organizações não-governamentais, sociedade civil”, explica a direção
da EAPN Portugal.
A Rede
Europeia Anti-Pobreza congratula-se com “as medidas do Governo” para “proteger
os trabalhadores e suas famílias” das consequências económicas e sociais da
crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, mas considera que é
necessário “aumentar as medidas de proteção dos grupos de maior
vulnerabilidade”.
Neste
contexto, a organização explica que está inquieta pelos trabalhadores com
vínculos laborais precários, os trabalhadores pobres ou com baixas
remunerações, trabalhadores na economia informal, como “as empregadas de
limpeza”, os empresários em nome individual “em setores de atividade
estagnados”, as pessoas que estão desempregadas, as “famílias com crianças, os
idosos, os doentes, as pessoas com deficiência e as pessoas em situação de
sem-abrigo, os reclusos e as minorias, como “as comunidades ciganas e
migrantes”, as crianças em situação de risco e perigo e as “vítimas de maus
tratos”, pela “situação dos beneficiários do RSI e de outras prestações
sociais”, e pelos trabalhadores dos lares de idosos e outras residências.
“Todos
sem exceção merecem o nosso olhar atentíssimo, humano, absolutamente solidário.
Todos, sem exceção, merecem que levantemos a nossa indignação e a nossa voz;
que façamos mais com a nossa capacidade de trabalho, de enfrentar e de mudar o
que tem de ser mudado”, salienta
.
A Rede Europeia Anti Pobreza em
Portugal observa que os “impactos socioeconómicos” da atual
crise originada pela pandemia do coronavírus Covid-19 “são devastadores”.
“Como já toda a sociedade verificou – está
verificando – de forma mundialmente inesperada, abrupta, assustadora e até
cruel, não há economia sem pessoas; É necessário fazer mais pela proteção dos
grupos de maior risco nesta crise que não escolhe países, nem etnias, nem
culturas, nem idades, nem economias mais fortes ou mais frágeis”, desenvolve a
direção da organização que defende “a luta contra a pobreza e exclusão social”.
A European Anti Poverty Network é a “maior rede
europeia de redes nacionais, regionais e locais de organizações
não-governamentais, bem como de organizações europeias “ativas na luta contra a
pobreza”, atuando em 31 países, e foi fundada em 1990, em Bruxelas; Em Portugal
foi criada a 17 de dezembro de 1991




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