Todos no mesmo barco
Todos no mesmo barco
O Papa Francisco disse, no dia 21/03, em entrevista ao jornal ‘La Stampa’ que
a pandemia do Covid-19 é um desafio para a humanidade, que deve unir todos.
“Somos todos humanos e, como homens, estamos todos no mesmo barco.
Há
em comum a humanidade e o sofrimento. Ajuda-nos a sinergia, a colaboração
mútua, o sentido de responsabilidade e o espírito de sacrifício que é gerado em
tantos lugares. Não devemos fazer diferença entre crentes e não-crentes. Vamos
à raiz: a humanidade. Diante de Deus somos todos filhos”, referiu.
Francisco
mostrou-se particularmente sensível à solidão de quem morre sem a mão amiga de
um familiar que segura a sua mão, num gesto final de companhia”, referiu.
“Agradeço
a todos os enfermeiros, médicos e voluntários que, apesar do cansaço
extraordinário, se inclinam com paciência e bondade de coração, para suprir a
ausência dos familiares”, acrescentou. É um gesto muito cristão, muito humano.
O
Papa espera que, após esta crise, a humanidade se centre mais no “nós” do que
no confronto com o “outro”.
É
necessário construir uma verdadeira fraternidade entre nós. Todos juntos como
nesta experiência que vivemos, com palavras-chave: raízes, memória,
fraternidade e esperança”, concluiu.



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