CARAÍBAS Passagem do furacão Irma pelas Caraíbas fez pelo menos 25 mortos
CARAÍBAS
Passagem do furacão Irma pelas Caraíbas fez pelo menos 25 mortos
9 set 2017 22:24
O furacão, o mais poderoso registado no Atlântico, já esteve na categoria máxima na escala Saffir-Simpson (5), já passou para categoria 4 e agora desce para 3, poucas horas antes de tocar terra no sul da Florida. Espera-se que tal aconteça na madrugada de hoje para domingo.
À sua passagem pelas Caraíbas, o
Irma fez dez mortos e sete desaparecidos nas ilhas francesas, segundo o último
balanço, o que eleva para 25 o total de vítimas mortais na região.
As restantes vítimas são seis nas
Ilhas Virgens Britânicas, quatro nas Ilhas Virgens Americanas, duas na parte
holandesa de Saint-Martin, duas em Porto Rico e uma em Barbuda.
Além das vítimas mortais, o Irma
provocou danos consideráveis nos territórios por onde passou.
Em Anguilla, a Agência de
Gestão de Emergência em Desastres das Caraíbas, citada pela Associated Press,
estima que 90% dos edifícios governamentais e empresariais tenham ficado
danificados, assim como 90% das infraestruturas de eletricidade.
Também na ilha de Barbuda, com 1.400
habitantes, a estimativa é que 90% das estruturas tenham ficado danificadas ou
destruídas.
As ilhas de Saint-Martin e
Saint-Barthélemy foram atingidas severamente, com vastos danos em propriedades e
infraestruturas.
As autoridades francesas estimam os
danos em mais de 1,2 mil milhões de euros e as autoridades holandesas estimam
que 70% das habitações ficaram bastante danificadas ou foram destruídas,
deixando muitos dos 40 mil residentes dependentes de abrigos públicos, quando
se preparam para a chegada do furacão José.
Nas Ilhas Virgens britânicas, a
Agência de Gestão de Emergência em Desastres das Caraíbas British alertou para
a necessidade urgente de um reforço de segurança devido aos casos de pilhagens.
Cerca de um milhão de pessoas
estavam sem eletricidade em Porto Rico, embora o furacão tenha passado a norte
do território.
Nas Ilhas Virgens americanas, o
hospital de St. Thomas ficou destruído e o porto em ruínas, assim como centenas
de residências e dezenas de empresas.
O Irma dirige-se agora para a
Florida, nos Estados Unidos, onde as autoridades recomendaram a retirada de
sete milhões de habitantes, um terço da população do estado, devido à passagem
do furacão.
A divisão de gestão de emergências
do estado da Florida anunciou hoje que as autoridades tinham emitido uma
combinação de ordens de saída obrigatória e voluntária a 6,3 milhões de
residentes, mas o número subiu, entretanto, acrescentando mais 700 mil pessoas,
à medida que o furacão girou para ocidente.
O fenómeno deve alcançar o território
este domingo.
A dimensão e a trajetória da
tempestade levaram os responsáveis a ordenar evacuações em ambas as costas da
Florida, incluindo alguns dos centros populacionais do estado.
Na região há outros dois fenómenos:
no Atlântico, o José é neste momento um furacão de categoria 4, com ventos
máximos de 240 quilómetros por hora e movimentando-se a cerca de 20
quilómetros/hora. No entanto, o centro de furacões norte-americano estima que
continuará a perder força nos próximos dias.
No Golfo do México, o furacão Katia
tocou terra já durante a noite de sexta-feira, a norte de Tecolutla, México,
enfraquecendo para o estatuto de “tempestade tropical” e depois para “depressão
tropical”.
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