QUARESMA/conversão Funchal: «A conversão de vida é o grande convite e o grande dom da Quaresma» – D. Nuno Brás
QUARESMA/conversão
Funchal:
«A conversão de vida é o grande convite e o grande dom da Quaresma» – D. Nuno Brás
Mar 6, 2019 - 22:59
Bispo diocesano presidiu à Missa de Quarta-feira de Cinzas, na Catedral
O bispo do Funchal afirmou na
homilia da Quarta-feira de Cinzas que a “conversão é uma atitude” que deve
estar “sempre presente na vida de qualquer cristão”, mas na Quaresma esse
“convite torna-se mais intenso”.
“A conversão é um caminho de mudança do nosso próprio ser, das realidades
mais íntimas, secretas e fundamentais da nossa existência”, disse D. Nuno Brás,
esta tarde, na Sé do Funchal.
Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo diocesano explicou, a partir
da liturgia do dia, que a conversão “convida a colocar o outro em primeiro
lugar”, “a colocar Deus em primeiro lugar”.
“Convida-nos a esquecer o nosso conforto, para cuidarmos daquele que
precisa. Convida-nos à atitude da caridade. A caridade é o nome dado ao amor de
Deus por nós. E nós somos convidados a fazer como Deus; a agir como Ele:
esquecendo-nos de nós para, primeiro, servirmos o próximo”, desenvolveu.
D. Nuno Brás realçou que a conversão “é uma mudança permanente”, um caminho
de constante mudança “no modo de viver” e no “modo de ser”.
“É uma permanente mudança no modo de pensar. Quer dizer: uma transformação
no nosso modo de olhar o mundo; A conversão que Jesus nos propõe consiste, em
primeiro lugar, no convite a vermos o mundo com os olhos de Deus”, desenvolveu.
O bispo do Funchal explica que “como tudo muda” aqueles que são
considerados” inimigos passam a ser alguém “digno do amor de Deus”, por isso,
“digno do amor” de cada pessoa.
“Aqueles que tratamos como objectos desprezíveis, são afinal alguém por
quem o próprio Jesus morreu na cruz, nossos irmãos. A própria natureza se
transforma em dom a ser cuidado e preservado para o bem de todos os que agora
vivem e para o bem daqueles que hão de viver depois de nós”, acrescentou no
convite à conversão.
A Quaresma, que começou com a Missa com imposição das Cinzas, é um tempo de
40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, um itinerário de
preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão, em 2019 no
dia 21 de abril.
O bispo do Funchal pediu que “estes 40 dias de penitência” não sejam
vividos de um modo “apenas exterior, para cumprir o calendário”.
“Aceitemo-los como verdadeiro dom de Deus, como caminho a percorrer,
individualmente mas também como comunidade eclesial, com os olhos fixos na
Páscoa de Jesus”, disse D. Nuno Brás na Sé. CB/PR|Ecclesia



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