QUARESMA/venezuFunchal Bispo do Funchal destina renúncia quaresmal aos “nossos irmãos da Venezuela” Por Luisa Gonçalves
QUARESMA/venezuFunchal
Bispo do Funchal destina renúncia quaresmal aos “nossos irmãos da
Venezuela” Por Luisa Gonçalves
28 Fevereiro, 2019 JM
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| Foto: Duarte Gomes |
D. Nuno Brás anunciou
esta quinta-feira - 28.02, que a renúncia quaresmal 2019 “será para ajudar os
nossos irmãos da Venezuela que passam necessidades”.
Na sua primeira mensagem
para a Quaresma enquanto bispo do Funchal, D. Nuno sublinha que estes 40 dias
de penitência que nos separam da Páscoa “é o tempo que nos é proposto em cada
ano para uma profunda renovação na nossa vida de cristãos. Somos convidados a
rezar mais e melhor e a deixar que Deus seja o Único Senhor da nossa
existência; a dar esmola e a olhar para o outro que necessita da nossa ajuda; a
jejuar para mostrar que não queremos que a nossa vida esteja sujeita ao
pecado”, afirma D. Nuno Brás.
O Bispo do Funchal
propõe ainda aos cristãos que meditem “mais assiduamente na palavra de Deus.
Peço ainda que todos se confessem nesta Quaresma: que procurem um sacerdote,
que reconheçam os seus pecados e que acolham o perdão de Deus. E peço aos
sacerdotes que se disponham a escutar a confissão individual dos cristãos que
os procurarem e a dar-lhes uma palavra de alento e o perdão de Deus”
.
Leia na íntegra a
mensagem:
Caminhemos para a Páscoa
Olhando para a Páscoa de
Jesus, o Homem novo, percebemos melhor a necessidade de tomar mais a sério a
nossa vida de cristãos: olhando para a luz, percebemos as sombras que ainda
habitam a nossa vida. A santidade que (como recordou recentemente o Papa
Francisco) nos foi oferecida no batismo, deixámo-la tantas vezes de lado;
esquecemos tantas vezes que somos cristãos! Tratámos mal a Deus, substituindo-O
por pequenos deuses: o poder, o dinheiro, o prazer, a fama. Tratámos mal o
próximo, cada um julgando que é o centro do mundo: esquecemos a dignidade do
outro, aceitámos que viva na pobreza, que seja espezinhado; tratámo-lo como se
fosse uma coisa e não uma pessoa. Tratámos mal até a nós próprios e à vida que
Deus nos deu!
A Quaresma (estes 40
dias de penitência que nos separam da Páscoa) é o tempo que nos é proposto em
cada ano para uma profunda renovação na nossa vida de cristãos. Somos
convidados a rezar mais e melhor e a deixar que Deus seja o Único Senhor da
nossa existência; a dar esmola e a olhar para o outro que necessita da nossa
ajuda; a jejuar para mostrar que não queremos que a nossa vida esteja sujeita
ao pecado.
Para além destas três
atitudes, proponho-vos que meditemos mais assiduamente na palavra de Deus. Peço
ainda que todos se confessem nesta Quaresma: que procurem um sacerdote, que
reconheçam os seus pecados e que acolham o perdão de Deus. E peço aos sacerdotes
que se disponham a escutar a confissão individual dos cristãos que os
procurarem e a dar-lhes uma palavra de alento e o perdão de Deus.
Na sua mensagem, o Papa
Francisco diz-nos que “a criação tem urgente necessidade que se revelem os
filhos de Deus”: o mundo tem necessidade que os cristãos sejam mais cristãos;
cada um de nós tem necessidade de cristãos que sejam mais cristãos, que vivam
como verdadeiros filhos de Deus.
Como é habitual, a nossa
diocese fará também este ano um gesto comunitário de renúncia. O dinheiro que
oferecermos será para ajudar os nossos irmãos da Venezuela que passam
necessidades. A renúncia quaresmal do ano passado foi de 22.534,41€ dos quais
cerca de metade foram destinados ao Fundo Social Diocesano, tendo 11.534,41€
sido entregues à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre para serem usados na
reconstrução das casas dos cristãos do Iraque.
Nesta Quaresma, olhemos
mais para Jesus. É a Ele que queremos seguir cada vez melhor. É como Ele que
queremos ser. É nele que queremos viver. É a Ele que queremos mostrar cada vez
mais claramente. Sempre. Não tenhamos medo da conversão que Ele nos propõe, que
Ele nos pede.
Convosco, com todos os
cristãos desta diocese do Funchal, vamos fazer caminho até à Páscoa. Saúda-vos
em Cristo o
+ Nuno, Bispo do Funchal



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