VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Portugal vive dia de luto nacional pelas vítimas da violência doméstica
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Portugal vive dia
de luto nacional pelas vítimas da violência doméstica
Mar 7, 2019 - 11:49
Instituições católicas têm
sublinhado preocupação com «flagelo» social
Portugal vive hoje, pela primeira vez, um dia de luto
nacional pelas vítimas da violência doméstica, iniciativa que visa uma “maior
mobilização nacional, incluindo todos os órgãos de soberania, no combate a este
flagelo”, segundo o presidente da República.
Marcelo Rebelo de
Sousa promulgou no início deste mês o decreto do Governo que declara luto
nacional a 7 de março.
A Comissão Nacional
Justiça e Paz (CNJP), da Igreja Católica em Portugal, alertou no último mês de
fevereiro para a persistência do “flagelo” da violência doméstica, apelando a
uma ação “consistente, articulada e perseverante” para a sua erradicação.
“Face à persistente
tragédia e imenso sofrimento expresso nos números dos crimes de violência
doméstica que continuamos a registar e das mortes conhecidas que daí resultam,
é evidente que o quadro legal não foi suficiente”, assinala a nota do
organismo católico, enviada à Agência ECCLESIA.
A tomada de posição
sustenta que “as instituições não funcionaram”, pelo menos de forma articulada,
e que os conhecimentos e a informação “não produziram a indispensável alteração
de comportamentos nas relações interpessoais”.
A mesma preocupação
tem sido manifestada pela Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), que
na sua mensagem para o Dia do Pai alerta para as “mulheres vítimas de violência
doméstica”, entre outras situações que revelam a necessidade de “continuar a
promover a formação humana”.
A mesma comissão
tinha advertido para o aumento da violência no namoro, numa mensagem divulgada
por ocasião do dia de São Valentim.
“Preocupa-nos a
crescente violência no namoro, porque compromete um projeto familiar alicerçado
no verdadeiro amor”, assinala o documento, enviado à Agência ECCLESIA.
O bispo de Santarém, D. José Traquina, alertou na sua
mensagem da Quaresma 2019 para “a violência doméstica, a morte de mulheres,
exploração humana e escravatura”, lembrando a obrigação “de denunciar as
injustiças”.
O Movimento Mundial
de Trabalhadores Cristãos (MMTC) afirma na mensagem para o Dia Internacional da
Mulher, que se assinala esta sexta-feira, que “a violência e a discriminação”
contra as mulheres persistem na “posição social, nas oportunidades, e no
tratamento”.
No documento enviado
enviada à Agência ECCLESIA, pela Liga Operária Católica em Portugal (LOC/MTC),
são exigidas “medidas concretas contra injustiças” de que as mulheres são
vítimas, como as afetadas pela violência doméstica e a discriminação.
A Rede Mundial de
Oração do Papa em Portugal lançou, nesta Quaresma, uma iniciativa intitulada
‘Rostos da Quaresma’, que desafia à “oração diária por pessoas e causas
concretas”, como as vítimas da violência doméstica e a exclusão social.
OC



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