Vaticano: «Pela língua começam as guerras», alerta o Papa Mar 3, 2019 - 11:53 Francisco adverte quem se preocupa mais em julgar o próximo do que em corrigir os próprios defeitos Foto: Lusa Cidade do Vaticano, 03 mar 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para as consequências da maledicência e da “hipocrisia” de quem é muito duro no julgamento dos outros, sem se preocupar em corrigir os próprios defeitos. “Pela língua começam as guerras”, assinalou, falando desde a janela do apartamento pontifício, antes de presidir à recitação da oração do ângelus. Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa recordou os ensinamentos apresentados por Jesus Cristo, nas passagens do Evangelho que são lidas hoje nas igrejas de todo o mundo, criticando, em particular, a “bisbilhotice”. “Falar mal dos outros… Isto destrói: a família, a escola, o local de trabalho, o bairro”, advertiu. Perguntemo-nos: eu falo mal dos outros? Procuro sempre denegrir os outros? É mais fácil ver os defeitos dos outros do que os meus? Procuremos corrigir-nos, pelo menos um pouco, vai fazer-nos bem a todos”. O Papa começou por observar que, para muitas pessoas, é “mais fácil ou mais conveniente perceber e condenar os defeitos e pecados dos outros, sem conseguir ver os próprios com tanta clareza”. “Nós escondemos sempre os nossos defeitos, mesmo de nós mesmos. Pelo contrário, é fácil ver os defeitos dos outros”, prosseguiu. Francisco lamentou que tantos católicos sejam “duros” na condenação dos outros, pedindo que todos tenham a consciência de ter “defeitos”. “Assim, seremos credíveis, agiremos com humildade, testemunhando a caridade”, sustentou. A intervenção assinalou ainda as recomendações deixadas por Jesus a quem tem responsabilidade – e que hoje se aplicam a “pastores de almas, autoridades públicas, legisladores, professores, pais” -, exortando-os a estar “conscientes do seu delicado papel e a discernir sempre o caminho certo” para liderar. A agenda do Papa, este domingo, inclui nova visita a uma paróquia de Roma, desta vez a de São Crispim de Viterbo, no bairro Labaro, situado na zona norte da capital italiana. O programa inclui encontros com crianças e adolescentes da catequese, pobres e sem-abrigo, doentes e pessoas com deficiência, antes da celebração da Missa. OC|Ecclesia
MALEDICÊNCIA/língua
Papa Francisco: «Pela língua começam as guerras»
Mar 3, 2019 - 11:53
Francisco adverte quem se preocupa mais em julgar o próximo do que em
corrigir os próprios defeitos
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| Foto: Lusa |
O Papa Francisco alertou hoje
no Vaticano para as consequências da maledicência e da “hipocrisia” de quem é
muito duro no julgamento dos outros, sem se preocupar em corrigir os próprios
defeitos.
“Pela língua começam as guerras”, assinalou, falando desde a janela do
apartamento pontifício, antes de presidir à recitação da oração do ângelus.
Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa
recordou os ensinamentos apresentados por Jesus Cristo, nas passagens do
Evangelho que são lidas hoje nas igrejas de todo o mundo, criticando, em
particular, a “bisbilhotice”.
“Falar mal dos outros… Isto destrói: a família, a escola, o local de
trabalho, o bairro”, advertiu.
Perguntemo-nos: eu falo mal dos
outros? Procuro sempre denegrir os outros? É mais fácil ver os defeitos dos
outros do que os meus? Procuremos corrigir-nos, pelo menos um pouco, vai
fazer-nos bem a todos”.
O Papa começou por observar que, para muitas pessoas, é “mais fácil ou mais
conveniente perceber e condenar os defeitos e pecados dos outros, sem conseguir
ver os próprios com tanta clareza”.
“Nós escondemos sempre os nossos defeitos, mesmo de nós mesmos. Pelo
contrário, é fácil ver os defeitos dos outros”, prosseguiu.
Francisco lamentou que tantos católicos sejam “duros” na condenação dos
outros, pedindo que todos tenham a consciência de ter “defeitos”.
“Assim, seremos credíveis, agiremos com humildade, testemunhando a
caridade”, sustentou.
A intervenção assinalou ainda as recomendações deixadas por Jesus a quem
tem responsabilidade – e que hoje se aplicam a “pastores de almas, autoridades
públicas, legisladores, professores, pais” -, exortando-os a estar “conscientes
do seu delicado papel e a discernir sempre o caminho certo” para liderar.
A agenda do Papa, este domingo, inclui nova visita a uma paróquia de Roma,
desta vez a de São Crispim de Viterbo, no bairro Labaro, situado na zona norte
da capital italiana.
O programa inclui encontros com crianças e adolescentes da catequese,
pobres e sem-abrigo, doentes e pessoas com deficiência, antes da celebração da
Missa. OC|Ecclesia



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