Os santos são gente de bom humor Por P. Armando Soares
Os santos são gente de bom humor
4 Junho, 2019 (JM-111)
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| D.R. |
2.A santidade deve impregnar tanto a solidão como o serviço,
tanto a intimidade como a tarefa evangelizadora, quer dizer, a vida em todas as
dimensões. (GE 31) E não nos deixemos cair na tentação de que
a santidade exige pôr de lado as ocupações diárias para nos dedicarmos só à
oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e
oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se
encontra. Isto é “rezar a vida”, em vez de “rezar orações”. Sê santo como
consagrado, amando teu marido ou tua esposa, sê honesto no teu trabalho, sê
santo como avô ou avó, sê santo como catequista, sê santo lutando pelo bem
comum. (GE 14)
3.Afinal o que é ser santo senão cumprir as bem-aventuranças?
São elas: «Ser pobre no coração; reagir com humilde mansidão; saber chorar
com os outros; buscar a justiça com fome e sede; olhar e agir com misericórdia;
manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor; semear a paz ao nosso
redor; abraçar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete
problemas: isto é santidade», diz Papa Francisco.
Não é saudável amar o silêncio e esquivar o encontro com o
outro, desejar o repouso e rejeitar a atividade, buscar a oração e menosprezar
o serviço. Tudo faz parte do caminho da santificação. Somos chamados a viver a
contemplação mesmo no meio da ação, e a santificarmo-nos no exercício
responsável e generoso da nossa missão.
4.Ser santo implica enfrentar com decisão os riscos e desafios a
que cada um é chamado. O Espírito Santo derrama a santidade no povo de Deus.
Como é belo ver a santidade ‘nos pais de família que trazem o pão para casa,
nos doentes, nas pessoas consagradas idosas que continuam a sorrir’!
A santidade é o rosto mais belo da Igreja; e São João Paulo II
lembrou-nos que o «testemunho, dado por Cristo até ao derramamento do sangue,
tornou-se património comum de católicos, ortodoxos, anglicanos e
protestantes». (GE 8)
O Papa Francisco diz que, nesta sociedade, “volta a ressoar o
Evangelho” para oferecer “uma vida diferente, mais saudável e mais feliz”, a
santidade. E, na Exortação Apostólica “Cristo Vive” afirma,
citando o Concílio Vaticano II: “Todos os fiéis, cristãos, de qualquer condição
e estado, fortalecidos com tantos e tão poderosos meios de salvação, são chamados
pelo Senhor, cada um pelo seu caminho, à perfeição daquela santidade pela qual
o próprio Pai é perfeito” (CV 249)
5.
A ‘Alegrai-vos e exultai’ recomenda a santidade dos “pequenos
gestos”, que impede de falar mal dos outros, olha para o pobre e reserva tempo
para a oração. A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da
tua fragilidade com a força de Deus. Como dizia León Bloy, na vida “existe
apenas uma tristeza: a de não ser santo”.
O
Papa sublinha que um santo não gasta as suas energias a “lamentar-se dos erros
alheios” e evita “a violência verbal que destrói e maltrata”. Tenhamos cuidado.
O Papa Francisco defende neste documento que a santidade é uma “luta constante
contra o demónio”, o qual considera “mais do que um mito”. “O demónio
envenena-nos com o ódio, a tristeza, a inveja, os vícios”. No Pai Nosso rezamos
contra o “Maligno”.
A
vida cristã é “uma luta permanente” contra as tentações do demónio. Temos um
mundo que nos apresenta vários desafios que exigem de nós: paciência, mansidão,
ousadia, persistência, alegria e grande sentido de humor.



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