REDES SOCIAIS/comunicaçõesIgreja Dia Mundial das Comunicações Sociais
REDES SOCIAIS/comunicaçõesIgreja
Dia Mundial das
Comunicações Sociais
Jun 2, 2019 - 1:19
Paulo Rocha, Agência ECCLESIA
Assinala-se este domingo - 2 jun 2019 - o Dia
Mundial das Comunicações Sociais. Trata-se de uma jornada que é proposta à
Igreja Católica, aos comunicadores e a toda a sociedade há 53 anos! A ideia
surgiu no Concílio Vaticano II e, desde então, há mensagens, desafios e
projetos que se tornam particularmente presentes neste dia, celebrado sempre no
Domingo da Ascensão, no VII domingo após a Páscoa.
O tema da comunicação granjeia todas as sentenças! Os media, os seus
dirigentes e colaboradores são alvo de muitos juízos, veredictos sem retorno a
respeito de programas, formatos, alinhamentos, estrelas do ecrã… Porque, mais
do que recetores, todos somos produtores de conteúdos e acreditamos no direito
que nos assiste de decidir sobre como deveria ser a primeira página de um
jornal, a emissão de uma rádio ou televisão. E até se considera a possibilidade
de participar no “negócio” das partilhas e gostos que invadem redes sociais,
relevantes na opinião pública ao ponto de determinar mercados, leis,
julgamentos, não só na barra dos tribunais, mas sobretudo os públicos.
E esta é a presença dos media no quotidiano: são o ambiente onde somos,
vivemos, estamos. São uma cultura! Um excesso?
Seria oportuno retomar a perspetiva instrumental com que foram
considerados os meios de comunicação social durante décadas. Depois, a tese de
que o meio é mais relevante que a mensagem e a valorização da forma em relação
ao conteúdo levou a catalogar o ambiente da comunicação digital em que vivemos
como a cultura atual. Mesmo que o seja, ela resulta da utilização de
ferramentas, dispositivos, instrumentos. E quando são tomados só por si, o
descontrolo na comunicação é evidente, onde a possibilidade de manobrar a
opinião pública é clara, a pretensão de tomar uma pequena parte que cada um
constitui pelo todo do processo de comunicação um risco e os enganos em que nos
envolvemos uma constatação de que nos apercebemos cada vez mais tardiamente.
No ambiente da comunicação da atualidade, torna-se urgente que cada pessoa
retome o distanciamento em relação a qualquer mensagem, relativize o pouco que
se diz acerca de um facto, que normalmente é um processo, um todo com princípio
e fim raramente considerados e conhecidos.
Para os media, é vital a afirmação da indispensabilidade da mediação das
empresas de comunicação, com especial incidência no exercício do jornalismo, no
seu rigor deontológico e através de meios constituídos para tal.
Institucionalmente, a verdade e a transparência permanecem como princípios
inegociáveis para toda a comunicação das organizações, impossíveis de
substituir por qualquer estratégia, evento ou “negócio”.
E quando as pessoas, os meios ou as organizações estão na esfera do
catolicismo, as regras terão de ser as mesmas, claro! E de que forma devem ser
concretizadas? Há um documento que o diz: “Communio et Progressio”. Mudando o
que tem de ser mudando, por causa da distância de 50 anos em que foi escrito,
este documento é uma magna carta a seguir nos dias de hoje, ao pormenor! Porque
afirma a prioridade da comunicação na Igreja Católica, diz que estruturas devem
ser criadas e o seu enquadramento nos demais setores da instituição, os
recursos humanos e técnicos a considerar, os meios a possuir e a organização a
promover.
Trata-se de um documento que surgiu para operacionalizar a aposta da
Igreja Católica nos media, definida no Concílio Vaticano II, onde a forma de
assinalar do Dia Mundial das Comunicações Sociais é particularmente referida. Que
se retome, pelo menos em cada Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Paulo Rocha



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