ROMÉNIA/saudação Papa saúda país aberto ao mundo, 30 anos depois do fim do regime comunista
ROMÉNIA/saudação
Papa saúda país
aberto ao mundo, 30 anos depois do fim do regime comunista
Mai 31, 2019 - 11:35
Francisco destaca questões
ligadas à emigração e à liberdade religiosa, no seu primeiro discurso em
Bucareste
![]() |
| Foto: Lusa |
O Papa Francisco iniciou hoje a sua primeira viagem à Roménia
com elogios ao projeto democrático do país, 30 anos depois do fim do regime
comunista, abordando questões ligadas à emigração e à liberdade religiosa.
“A Roménia
libertou-se dum regime que oprimia a sua liberdade civil e religiosa e a
isolava dos outros países europeus, levando-a também à estagnação da sua
economia e ao exaurimento das suas forças criativas”, disse, no palácio
presidencial de Bucareste, perante autoridades políticas, responsáveis
religiosos e da sociedade civil, além de membros do corpo diplomático.
Francisco saudou a
“terra formosa”, hoje construída “através do reconhecimento fundamental da
liberdade religiosa e da plena integração do país no mais amplo cenário
internacional”.
![]() |
| Foto: Lusa |
O segundo pontífice a
visitar a Roménia, 20 anos depois da viagem de São João Paulo II, foi recebido no
aeroporto internacional de Bucareste pelo chefe de Estado, Klaus Werner
Iohannis, acompanhado pela primeira-dama, tendo recebido um ramo de flores de
duas crianças, em trajes tradicionais, antes de um primeiro cumprimento a
vários representantes de comunidades religiosas.
A viagem de
Francisco, que se prolonga até domingo, prevê passagens por várias regiões
romenas e encontros com diversas minorias, num país de maioria ortodoxa, em que
os católicos são cerca de 7% da população.
Na União Europeia
desde 2007, a Roménia tem neste semestre, pela primeira vez, a presidência de
turno do Conselho Europeu.
A cerimónia de
boas-vindas ao Papa decorreu no complexo do Palácio Presidencial, onde
Francisco foi recebido, em audiências privadas, por Klaus Werner Iohannis e,
depois, pela primeira-ministra Vasilica Viorica Dancila.
No seu primeiro
discurso, o Papa destacou os problemas gerados pela saída de milhões de romenos
do seu país e pelo “despovoamento de tantas aldeias” no país.
Presto homenagem aos sacrifícios de tantos filhos e filhas da Roménia que
enriquecem os países para onde emigraram, com a sua cultura, o seu património
de valores e o seu trabalho e, com o fruto do seu empenho, ajudam a família que
ficou na própria pátria”.
![]() |
| Foto: Lusa |
Francisco defendeu
uma “sociedade inclusiva”, que seja capaz de ouvir “os mais fracos, os mais
pobres e os últimos”.
“Não é suficiente
atualizar as teorias económicas, nem bastam – apesar de necessárias – as
técnicas e capacidades profissionais. Com efeito, trata-se de desenvolver,
juntamente com as condições materiais, a alma do vosso povo”, sustentou.
O Papa sublinhou, a
este respeito, o papel das Igrejas cristãs na construção da vida comunitária e
observou que os católicos são parte do “espírito nacional”, de forma plena.
“Deus abençoe a
Roménia”, concluiu.
Após o discurso, o
Papa cumprimentou o patriarca ortodoxo da Roménia, Daniel.
A agenda vespertina é
totalmente ecuménica: um encontro privado com o patriarca Daniel, no Palácio do
Patriarcado Ortodoxo Romeno (15h45, menos duas horas em Lisboa), seguido de uma
reunião com o Sínodo Permanente e a oração do Pai-Nosso na nova catedral
ortodoxa da Salvação do Povo; em 1999, o Papa João Paulo II fez um donativo
para a construção do edifício.
O Patriarcado Ortodoxo
da Roménia fez um inédito convite para que a população venha acompanhar o
encontro, no adro da catedral.
O dia do Papa
Francisco em Bucareste termina com a celebração da Missa na catedral católica
de São José, pelas 18h10 locais.
OC





Comentários
Enviar um comentário