MÉDIO ORIENTE “As perseguições na Síria e no Iraque são genocídio”, denuncia o Parlamento Europeu A resolução aprovada hoje é o primeiro passo para que a comunidade internacional atue contra os crimes do ISIS. A Euro câmara pede um representante permanente que vele pela liberdade religiosa e atualize as legislações sobre ‘os soldados estrangeiros’ Muchos cristianos han tenido que huir de Siria ante la amenaza de Daesh - AFP 5 FEVEREIRO 2016IVÁN DE VARGASNOTÍCIAS DO MUNDO O plenário do Parlamento Europeu (PE) votou nesta quinta-feira em Estrasburgo, em favor de uma resolução que define como atos de “genocídio”, “crimes contra a humanidade” e “crimes de guerra” – em conformidade com as disposições do Estatuto da Corte Penal Internacional (CPI) – as atrocidades cometidas na Síria e Iraque pelo grupo terrorista Daesh (sigla em árabe de al-Dawla al-Islamiya al-Iraq al-Sham), também conhecido como ISIS, pela sua sigla em inglês. A resolução é o resultado do debate ocorrido no último dia 20 de janeiro, no qual boa parte dos deputados europeus definiram como genocídio o extermínio de minorias religiosas, principalmente cristãos e yazidis, nesses países. Na resolução, que acaba de ser ratificada por braço levantado, o Parlamento Europeu pede medidas urgentes para combater os assassinatos em massa e sistemáticos que cometem os jihadistas. Além disso, os eurodeputados reiteram a sua condenação às violações dos direitos humanos cometidas pelo grupo liderado por Abu Bakr al-Baghdadi e os seus ataques deliberados contra a população cristã, Yazidi, Turcomana, xiita, Shabak, sabeus, kakae, e até mesmo sunitas que não compartilham de sua interpretação do Islã. O Parlamento também apela à União Europeia (UE) para estabelecer um representante especial permanente encarregado de velar pela liberdade de religião e crença, como destaca a própria instituição em um comunicado. Por último, insta os Estados-Membros a atualizarem os seus sistemas legais e judiciais, a fim de evitar que cidadãos viajem para a Síria e o Iraque com a finalidade de se juntarem ao Daesh ou outras organizações terroristas, e que, nesse caso, se conseguirem, que sejam processados judicialmente o mais rapidamente possível. “Esta resolução é um passo importante para que a comunidade internacional reaja contra o genocídio de cristãos e outras minorias religiosas em certos países do Oriente Médio e freie o que já foi definido como genocídio”, explica Ajuda Igreja Sofre (AIS). No texto, acrescenta AIS, a Eurocâmara “recorda que os estados membros das Nações Unidas têm a obrigação legal de proibir todo tipo de ajuda ao Daesh, em particular o fornecimento de armas e ajuda financeira, incluindo o comércio ilegal de petróleo, e exige-lhes que tipifiquem como delito no seu Direito Nacional este tipo de ajuda”. Além disso, a Fundação Papal salienta que os eurodeputados instam às autoridades competentes dos países que apoiem, colaborem ou financiem, de qualquer forma, esses crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, ou sejam cúmplices dos mesmos, “que cumpram plenamente as suas obrigações legais” e “terminem com esta conduta inaceitável que está causando um enorme dano às sociedades iraquianas e sírias, e que está desestabilizando gravemente os países vizinhos e a paz e a segurança internacionais”. Finalmente, a organização comprometida co os cristãos perseguidos desta que o PE pede à comunidade internacional que “garantam as condições necessárias e as perspectivas de todas aquelas pessoas que viram-se obrigadas a abandonar os seus lares ou foram retiradas á fora, que façam efetivo, o quanto antes, o seu direito de volta aos seus países de origem e a preservar as suas casas, terras, propriedades e pertences, bem como as suas igrejas, lugares religiosos e culturais”.

MÉDIO ORIENTE
“As perseguições na Síria e no Iraque são genocídio”, denuncia o Parlamento Europeu 
Muchos cristianos han tenido que huir de Siria ante la amenaza de Daesh - AFP

O plenário do Parlamento Europeu (PE) votou nesta quinta-feira em Estrasburgo, em favor de uma resolução que define como atos de “genocídio”, “crimes contra a humanidade” e “crimes de guerra” – em conformidade com as disposições do Estatuto da Corte Penal Internacional (CPI) – as atrocidades cometidas na Síria e Iraque pelo grupo terrorista Daesh (sigla em árabe de al-Dawla al-Islamiya al-Iraq al-Sham), também conhecido como ISIS, pela sua sigla em inglês.
A resolução é o resultado do debate ocorrido no último dia 20 de janeiro, no qual boa parte dos deputados europeus definiram como genocídio o extermínio de minorias religiosas, principalmente cristãos e yazidis, nesses países.
Na resolução, que acaba de ser ratificada por braço levantado, o Parlamento Europeu pede medidas urgentes para combater os assassinatos em massa e sistemáticos que cometem os jihadistas. Além disso, os eurodeputados reiteram a sua condenação às violações dos direitos humanos cometidas pelo grupo liderado por Abu Bakr al-Baghdadi e os seus ataques deliberados contra a população cristã, Yazidi, Turcomana, xiita, Shabak, sabeus, kakae, e até mesmo sunitas que não compartilham de sua interpretação do Islã.
O Parlamento também apela à União Europeia (UE) para estabelecer um representante especial permanente encarregado de velar pela liberdade de religião e crença, como destaca a própria instituição em um comunicado.
Por último, insta os Estados-Membros a atualizarem os seus sistemas legais e judiciais, a fim de evitar que cidadãos viajem para a Síria e o Iraque com a finalidade de se juntarem ao Daesh ou outras organizações terroristas, e que, nesse caso, se conseguirem, que sejam processados judicialmente o mais rapidamente possível.
“Esta resolução é um passo importante para que a comunidade internacional reaja contra o genocídio de cristãos e outras minorias religiosas em certos países do Oriente Médio e freie o que já foi definido como genocídio”, explica Ajuda Igreja Sofre (AIS).
No texto, acrescenta AIS, a Eurocâmara “recorda que os estados membros das Nações Unidas têm a obrigação legal de proibir todo tipo de ajuda ao Daesh, em particular o fornecimento de armas e ajuda financeira, incluindo o comércio ilegal de petróleo, e exige-lhes que tipifiquem como delito no seu Direito Nacional este tipo de ajuda”.
Além disso, a Fundação Papal salienta que os eurodeputados instam às autoridades competentes dos países que apoiem, colaborem ou financiem, de qualquer forma, esses crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, ou sejam cúmplices dos mesmos, “que cumpram plenamente as suas obrigações legais” e “terminem com esta conduta inaceitável que está causando um enorme dano às sociedades iraquianas e sírias, e que está desestabilizando gravemente os países vizinhos e a paz e a segurança internacionais”.
Finalmente, a organização comprometida co os cristãos perseguidos desta que o PE pede à comunidade internacional que “garantam as condições necessárias e as perspectivas de todas aquelas pessoas que viram-se obrigadas a abandonar os seus lares ou foram retiradas á fora, que façam efetivo, o quanto antes, o seu direito de volta aos seus países de origem e a preservar as suas casas, terras, propriedades e pertences, bem como as suas igrejas, lugares religiosos e culturais”.


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