PORTUGAL OE2016: "Irrealista", diz Direita. "Pressões", responde Esquerda

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OE2016: "Irrealista", diz Direita. "Pressões", responde Esquerda

O ministro das Finanças Mário Centeno esteve esta manhã reunido com as diferentes forças parlamentares. O Orçamento do Estado para 2016 foi o tema em discussão.

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POLÍTICA REAÇÕESHÁ 31 MINS
O Governo e a Comissão Europeia já terão resolvido as principais divergências em relação ao Orçamento do Estado para este ano. Mas o debate político em Portugal durante esta manhã manteve-se aceso, com claras divisões entre partidos mais à Esquerda e à Direita.
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Esta quarta-feira, à saída da reunião com o ministro das Finanças, Mário Centeno, o PSD considerou, pela voz do deputado António Leitão Amaro, que “a estratégia do Governo parece ser irrealista e imprudente, contraditória com alguns dos resultados prometidos”.
Já o CDS reagiu ao mesmo encontro pela voz do líder parlamentar, Nuno Magalhães, que já deixou clara a vontade do seu partido em votar contra o documento. "Creio que não há dúvidas quanto a essa matéria porque este não é o nosso caminho", respondeu aos jornalistas quando questionado sobre esta matéria.
Os Verdes, por seu lado, reiteraram hoje "apoio incondicional" ao Executivo. O deputado José Luís Ferreira vincou a necessidade de respeito pelo acordo parlamentar firmado com o PS e sugeriu mesmo que o Governo devia "resistir às pressões" por parte de Bruxelas.
A mesma expressão foi usada na reação dos comunistas. “Chantagem e pressão por parte da União Europeia é um processo, de facto, inaceitável”, afirmou o deputado do PCP João Oliveira.
Já o Pessoas-Animais-Natureza (PAN), representado na Assembleia da República pelo deputado André Silva – que, curiosamente, foi o primeiro da série de encontros que o ministro das Finanças teve com líderes parlamentares – confirmou da conversa que teve que o Orçamento deste ano contará com medidas "extraordinárias" sobre o setor automóvel e a banca, o que considerou "importante".
Já o Bloco de Esquerda manteve-se “tranquilo”, com o líder parlamentar Pedro Filipe Soares a referir que no Orçamento do Estado "não é beliscado o rendimento das famílias" e são devolvidos "os salários na administração pública".

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