BURKINA FASO perseguição/terrorismo
BURKINA
FASO perseguição/terrorismo
Religiosas denunciam crise humana no norte do
país
Jan 28, 2020 - 12:03
Fundação Ajuda a Igreja que Sofre revela que irmãs “dão as
boas-vindas aos refugiados” diariamente
As Irmãs da Imaculada Conceição do Burquina
Faso denunciam o “clima de insegurança permanente”, em entrevista à Fundação
Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), e descrevem uma situação de caos humano.
A
atual e a anterior superiora geral da Congregação das Irmãs da Imaculada
Conceição, Pauline e Maria-Bernardette, referem que os incidentes são constantes, com ataques por
parte de grupos terroristas que lançam o medo e o caos junto das populações.
As
irmãs “testemunham confrontos diários” e,
nalguns casos, como na localidade de Ban, “os terroristas estavam a 4
quilómetros do convento”.
“Vivemos num clima de insegurança permanente”,
dizem à Fundação Ajuda a Igreja que Sofre.
Apesar
do medo dos confrontos as religiosas acolhem no convento, em Ouagadougou, a
capital do Burquina Faso, quem precisa de ajuda, maioritariamente mulheres, num
total de “mais de 600 pessoas”.
“São
mulheres cujos maridos foram assassinados”, mas também “crianças e idosos”. No
norte do país, as irmãs “acolhem todos os dias cerca de 30 a 60 refugiados”,
relatam.
“Damos
as boas-vindas aos refugiados todos os dias”, não há um padrão objectivo nesta
onda de violência, as irmãs dizem que “os terroristas matam principalmente
homens”, mas todas as pessoas estão em risco.
“Os católicos são mortos, os animistas são
mortos, os muçulmanos são mortos, os protestantes são mortos…”, denunciam.
Com
toda a segurança vivida as irmãs Pauline como Maria-Bernardette reforçam a
confiança, dizem que “as pessoas já têm medo e se virem as irmãs a partir
então sentir-se-ão realmente abandonadas” por isso não pensam em fechar o
convento.
“No
entanto, reconhecem que “todos sofrem com esse clima de insegurança”. “Não
apenas nossas irmãs religiosas no norte do país, mas também no Mali…”, referem.
Perante
a situação de insegurança crescente no Burquina Faso, estas duas irmãs lançam,
através da Fundação AIS, “um apelo à comunidade internacional, agradecendo toda
a ajuda material que tem sido dada à Igreja no seu país e testemunham o notável
exemplo de fidelidade e de coragem dos
cristãos deste país”, como noticia a Fundação Ajuda a Igreja que Sofre.
“Diante de todas estas dificuldades –
dizem as irmãs Pauline e Maria-Bernardette –, os cristãos não deixam as
igrejas, pelo contrário… Rezam ainda mais”.



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