Consagrados Por D. Nuno Brás
31 Janeiro, 2020 JM
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| D.R. |
S. João Paulo II apontou três objectivos para esta
jornada: louvar a Deus e
agradecer-Lhe o dom da vida consagrada para a Igreja e para o mundo; promover, por parte dos cristãos, o
conhecimento e a estima pela vida
consagrada; ajudar os próprios
consagrados a descobrir com um olhar de fé mais lúcido a beleza da sua
própria vida.
Dias depois do
nascimento de Jesus em Belém, Maria e José levam o Menino ao Templo de
Jerusalém para o consagrarem ao Senhor. Jesus é o consagrado do Pai, que veio
ao mundo para cumprir a sua vontade.
Um consagrado é, antes
de mais, um cristão, um baptizado, que
escutou o convite de Deus: convite a seguir Jesus mais de perto; convite a uma
entrega total ao serviço do Reino de Deus e dos irmãos.
E, depois de escutar o
apelo de Deus, um consagrado é alguém que aceitou responder-lhe. Na sua
liberdade, aceitou entregar a vida,
consagrá-la. Quer dizer: um consagrado é alguém que aceitou fazer de Deus o
sentido total da sua existência. Seja dedicando-se completamente à oração, seja entregando-se ao serviço
dos mais pobres. É sempre um sinal da
presença de Deus no mundo.
A nossa Ilha foi, desde sempre, terra de
consagrados. Com os primeiros
navegadores vieram os frades franciscanos
e, logo depois, os mosteiros das irmãs
clarissas. Seguiram-se também os
jesuítas e, em finais do séc. XIX e ao longo de todo o século XX um
conjunto de congregações que se dedicaram ao ensino e aos cuidados de saúde dos madeirenses. Nem faltou a
fundação de uma congregação religiosa: as Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, criadas pela Irmã
Wilson há 136 anos. E muitos foram os madeirenses que escutaram o apelo de
Jesus e aceitaram responder-lhe. É tempo de agradecer todos os dons que, ao
longo destes 600 anos, a nossa Ilha, as nossas gentes receberam de tantos
consagrados!



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