JMJ 2022 jornadas UCP Igreja com esperança
JMJ 2022 jorndas UCP
Porto: jovens encontrem uma Igreja portuguesa plena de esperança e
alegria
O Cardeal Bagnasco, Presidente do Conselho das
Conferências Episcopais da Europa (CCEE) esteve no Porto no âmbito das Jornadas
de Teologia da Universidade Católica.
Por Vatican News
6 Fevereiro, 2020
No âmbito das Jornadas de Teologia da Universidade Católica no
Porto em Portugal, o Cardeal Angelo Bagnasco, em entrevista, aproveitou para
deixar uma mensagem aos jovens portugueses que estão a preparar a Jornada
Mundial da Juventude de 2022.
Na
JMJ esperança e alegria
Fez
votos de que os jovens de todo o mundo encontrem em Portugal esperança e
alegria.
“Antes de mais devem estar muito contentes e cheios de alegria
por este encontro mundial que o Santo Padre decidiu na continuação destas
Jornadas da Juventude. Portanto, é uma ocasião belíssima, uma graça. É certo
que estão já em trabalho ativo e generoso. Por outro lado, devem sentir-se
particularmente responsáveis para que os jovens que virão de todo o mundo a
Portugal, encontrem uma Igreja portuguesa, plena de esperança e alegria. Porque
temos que ser assim. Porque o Senhor ressuscitou e está ao nosso lado em cada
circunstância e faz-nos superar com a fé cada dificuldade e provação. É um
grande encontro e estou certo que os jovens portugueses responderão à altura.”
Nas
comunidades dar testemunho da bondade
“A
Iniciação Cristã em Tempos de Secularização” foi o tema geral das Jornadas de
Teologia no Porto e o arcebispo de Génova sublinhou a necessidade da
“redescoberta da fé” e da “alegria da fé”:
“Ser
cristão não é um peso que temos que transportar, mas é uma graça que recebemos
do Alto e pela qual somos responsáveis perante o mundo. Assim, devemos dar um
testemunho visível e substancialmente alegre. Em segundo lugar, é preciso que
gostemos mais uns dos outros. Dentro das nossas comunidades cristãs, pequenas
ou grandes, devemos dar um testemunho de maior bondade, sem críticas, sem
polémicas, sem invejas, sem pretender afirmar nós próprios, mas servir
humildemente na gratuidade. Se as comunidades cristãs forem verdadeiramente
lugares de benevolência e de ajuda na fé e na vida quotidiana, tornar-se-ão
sinais de esperança, num modo tal que quem quer que se aproxime se sentirá em
casa.”
Caminho
europeu não deve parar
O
Cardeal Bagnasco, que é também Presidente do Conselho das Conferências
Episcopais da Europa (CCEE) não deixou de se referir ao processo de mudança na
União Europeia com o Brexit apontando ser uma oportunidade para um “caminho
europeu que não deve parar”:
“Deve
ser uma oportunidade para a União Europeia examinar-se melhor a si própria para
ver as coisas que pode e deve melhorar. Num modo que este facto do Brexit seja
uma ocasião para dizer que o caminho europeu não deve parar.”
Despertar
consciências
Relembrando
a Assembleia Plenária de 2019 do Conselho das Conferências Episcopais da Europa
que teve lugar em Santiago de Compostela, o Cardeal Bagnasco afirmou que “a
consciência de muitas pessoas está a despertar” para “interrogações serias”:
“Vejo
que na Europa não são assim tão poucos aqueles que se colocam questões sobre
como é a vida do homem moderno. Se o nosso sistema de cultura e de sociedade
responde às necessidades mais profundas da pessoa humana que é aquela de viver
juntamente com os outros com serenidade. Parece-me que a consciência de muitas
pessoas está a despertar e colocam-se interrogações sérias. E há grupos de
jovens e de menos jovens que eu conheci e que procuram uma vida de oração, de
liturgia, de catequese e de serviço, muito intensa. Pessoas que têm as suas
famílias e o seu trabalho, mas que desejam isto e encontram-se. E isto
parece-me muito belo e prometedor.”
Eutanásia
é derrota para a humanidade
A
propósito da possibilidade da aprovação da eutanásia em Portugal, o cardeal
Bagnasco sublinhou a derrota para a humanidade que significa esta legislação:
“É mais
um passo no mundo ocidental contra a pessoa humana. Porque a vida é sagrada, no
sentido em que ninguém pode dispor dela como se fosse um objeto. O homem não é
um objeto. Em segundo lugar, o doente, a pessoa que se prepara ao passo final
da vida terrena, geralmente, como nos dizem os médicos, não têm medo da morte,
mas de estarem sós. Portanto, a lei sobre a eutanásia como sobre o suicídio
assistido é uma derrota para a humanidade que em vez de ser solidária em todos
os momentos, especialmente, os de maior dificuldade e sofrimento, retira-se,
entregando o indivíduo a si próprio.”
Nas
Jornadas de Teologia no Porto houve espaço para a reflexão sobre temas como a
iniciação à fé no evangelho de S. Marcos, a construção da fé nos atos dos
apóstolos, espaços e tempos para a celebração batismal ou a iniciação de
adultos.
Rui Saraiva – Porto



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