Idosos: dignidade e amor
Idosos: dignidade e amor Por
Armando Soares
De 29 a 31 de janeiro passado, realizou-se, em Roma, I Congresso Internacional
da Pastoral dos Idosos. Um dos conferencistas convidados foi o cardeal José
Tolentino de Mendonça, o qual refletiu sobre o tema: «A riqueza dos
anos».
Defendeu
que “ser velho é um extraordinário milagre de amor e resiliência”. “A terceira
idade não é o fim. Vista pelos olhos da fé, pode ser o começo”, sustentou o
bibliotecário e arquivista da Santa Sé.
O
cardeal português falou dos idosos como “mestres convictos da fé”, realçando que “o ser humano não precisa apenas de uma
educação escolar, mas de uma transmissão vital”.
O
Congresso contou com a participação de 550 pessoas em representação de
Conferências Episcopais, congregações religiosas, associações e movimentos
laicais provenientes de 60 países. Portugal esteve presente com uma delegação
de 17 pessoas.
Velhice não é doença
O Papa apelou à valorização dos mais velhos, no encerramento do Congresso. “A
desorientação social e, em muitos aspetos, a indiferença e a rejeição que as
nossas sociedades manifestam em relação aos idosos chamam não apenas a Igreja,
mas todos, a uma reflexão séria para compreender e apreciar o valor da
velhice”, sustentou.
Francisco
sublinhou que, no século XXI, a velhice se tornou “uma das marcas da
humanidade”, com uma inversão da pirâmide demográfica.
Perante
“a enorme presença de idosos em todos os ambientes sociais e geográficos do
mundo”, o Papa convidou a superar uma visão economicista, assumindo o
património de “valores e significados” da “terceira e quarta idade”.
Em
relação às comunidades católicas, defendeu a alteração de “hábitos pastorais”,
para poder responder à presença de muitos idosos nas famílias e comunidades.
Para
Francisco “a velhice não é uma doença! A solidão pode ser uma doença mas, com
caridade, proximidade e conforto espiritual, podemos curá-la”. in JM 4 fev 2020



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