Pobreza: é o maior desafio global a enfrentar por P. Armando Soares
1. António Guterres, secretário geral da ONU, afirmou que
a pobreza é o maior desafio enfrentado pelo mundo atualmente.
Ele fez a declaração numa reunião com o G-77, em 15 de
janeiro 2020. O grupo reúne as nações em desenvolvimento e conta com mais de
150 países.
O secretário-geral associou a
reforma do sistema de desenvolvimento à agenda do G-77 de erradicar a pobreza.
Ele afirmou que a mudança que
é preciso ocorrer para erradicação da pobreza, redução de emissões de CO2,
criação de emprego e de igualdade de género não está decorrendo no ritmo
necessário para se cumprir a Agenda 2030.
Ano Internacional para a Erradicação da Pobreza
2. O Ano Internacional
para a Erradicação da Pobreza foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU como sendo o
de 1996.
A Resolução 47/196, de 22
de dezembro de 1992 instituíra o Dia
Internacional para a Erradicação da Pobreza dentre as datas oficiais
da ONU.
Reconhecia a pobreza como um
problema complexo e multidimensional, com origens na órbita interna como
internacional, e sua erradicação em todos os países, especialmente nos em
desenvolvimento, e como uma das prioridades da década
de 1990.
Notava que os esforços feitos
a níveis nacionais e internacionais precisavam ser ampliados para assegurar a
erradicação da pobreza, em particular nas nações menos desenvolvidas como os
países africanos e aqueles outros onde a pobreza se concentra.
Pobreza e desenvolvimento sustentável.
3. Em 2000, o mundo
comprometeu-se em reduzir para metade o número de pessoas vivendo em extrema
pobreza e alcançou ganhos notáveis. Até 2015, a pobreza havia sido reduzida
significativamente.
No entanto, a erradicação da
pobreza extrema continua a ser um desafio, com mais de 700 milhões de pessoas
vivendo, globalmente, com menos de US$ 1,90 (PPP) por dia e mais da metade da
população global vivendo com menos de US$ 8,00 por dia.
A erradicação da pobreza, em
todas as suas formas, é o maior desafio global para atingirmos o
desenvolvimento sustentável.
Metas até 2030: erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas
em todos os lugares, atingir a cobertura dos pobres e vulneráveis, todos os
homens e mulheres tenham direitos iguais aos recursos económicos e acesso aos
serviços básicos, reduzir a vulnerabilidade frente a fenómenos extremos
provocados por desastres económicos, sociais e ambientais, ajudar os países em
desenvolvimento para que possam implementar programas para acabar com a pobreza
em todas as dimensões.
Todos os pobres do mundo
4. O Papa Francisco disse,
numa reflexão dedicada ao Pai-Nosso, que a oração cristã é comunitária e
recorda as necessidades de “todos os pobres do mundo”.
“As necessidades mais
elementares do homem – como a de ter comida para matar a fome – estão todas no
plural. Na oração cristã ninguém pede o pão para si: pede-se para todos os
pobres do mundo”, disse perante cerca de 7 mil pessoas reunidas no auditório
Paulo VI.
Destacou que este diálogo com
Deus “não é individualista”, mas é feito “desde e com a comunidade de irmãos e
irmãs”.
“Quando reza, o cristão leva
consigo as pessoas e as situações que vive, fazendo seus os sentimentos de
Jesus, que sente compaixão por quantos se encontram no seu caminho. A vida do
mundo, realçou o Papa, não fica “fora da porta” quando um cristão se fecha no
seu quarto, a rezar, num momento de silêncio.
“A verdadeira oração
realiza-se no segredo da consciência: é como o olhar de duas pessoas, o homem e
Deus, quando se cruzam”, precisou. Está ausente a palavra “eu” na oração do Pai
Nosso.



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