EUTANÁSIA cuidados paliativos
CUIDADOS PALIATIVOS
«Falta, ainda, uma verdadeira cultura dos cuidados paliativos»
D.
Vincenzo Paglia agradece «ação em prol da vida» do presidente da República
Portuguesa
4 Fevereiro, 2020
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| D.R. | D. Vincenzo Paglia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida | |
O
presidente da Academia Pontifícia para a Vida (Santa Sé) afirmou que é necessária
uma “cultura dos cuidados paliativos”, em mensagem aos organizadores das
Jornadas de Cuidados Paliativos que vai decorrer a 16 e 17 de março, em Lisboa
e Fátima.
“Falta,
ainda, uma verdadeira cultura dos cuidados paliativos, seja a nível mais popular,
seja a nível político, civil e no mundo da economia”, escreveu D. Vincenzo
Paglia.
No
texto enviado hoje à Agência ECCLESIA, o presidente da Academia Pontifícia para
a Vida (APV) alerta que, “muitas vezes”, se confunde paliativo com “inútil e
com aquilo que se proporciona antes da morte”.
“Os
cuidados paliativos fazem parte da vida, dão vida, melhoram a qualidade da
existência e, sobretudo, são a realização mais profunda do apelo de nosso
Senhor Jesus, o de ficarmos sempre ao lado do doente”, desenvolveu o arcebispo
italiano.
Neste
contexto, D. Vincenzo Paglia assinala que no doente, “no irmão e na irmã que
sofrem”, se encontra “o rosto de Deus”.
“Esta
Academia tem falado muito, por todo o lado, da importância de deixar que o povo
inteiro conheça e aprofunde a bela realidade dos cuidados que os doentes graves
merecem na altura mais difícil da sua vida”, desenvolve.
As jornadas da APV são coorganizadas pela Conferência Episcopal
Portuguesa (CEP) e a Associação dos Médicos Católicos Portugueses, com o apoio
da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos; começam a 16 de março, no
Auditório Principal da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com uma sessão
de “cariz eminentemente científico”.
A
organização assinala que a sessão de abertura vai contar com a presença de D.
Vincenzo Paglia, e que no encerramento vai marcar presença o presidente da
República Portuguesa, Marcelo Rebelo Sousa.
“Agradeço,
desde já, a valiosa e relevante presença do senhor presidente da República
Portuguesa, a quem endereço o meu agradecimento pelo seu interesse e por toda
sua ação em prol da vida”, escreve o presidente da Academia Pontifícia para a
Vida.
No
dia 17 de março, a jornada prossegue em Fátima, primeiro “com o propósito da
sensibilização e informação sobre a cultura e a prática dos Cuidados
Paliativos” no Centro Pastoral Paulo VI; a “causa dos Cuidados Paliativos” vai
ser consagrada a Nossa Senhora de Fátima, na Capelinha das Aparições, numa
celebração presidida pelo cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima.
“Encontrar-nos-emos
em Portugal e, em Fátima iremos pedir à Mãe de Deus para que abençoe este nosso
caminho comum juntamente com toda a Igreja portuguesa e o seu povo”, assinala
D. Vicenzo Paglia.
A Academia Pontifícia para a Vida desenvolveu um ‘Livro Branco’ onde descreve o amplo
esforço liderado por especialistas, de diferentes crenças, para “desenvolver
recomendações para melhorar os cuidados paliativos globais” e realça que são
“necessários avanços” nestes cuidados de saúde para ajudar “mais de 25 milhões
de pessoas que morrem a cada ano com graves problemas de saúde”, pois a atual
oferta de cuidados paliativos não pode atender à crescente demanda.
Em
2016, a Conferência Episcopal Portuguesa publicou a Nota Pastoral ‘Eutanásia: o que está em causa? Contributos para um
diálogo sereno e humanizador’, na qual os bispos católicos afirmam que “nunca é
absolutamente seguro que se respeita a vontade autêntica de uma pessoa que pede
a eutanásia”.



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